{"id":9682,"date":"2009-03-17T00:00:00","date_gmt":"2009-03-17T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2009-03-17T00:00:00","modified_gmt":"2009-03-17T00:00:00","slug":"artigo9682","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo9682\/","title":{"rendered":"Crueldade"},"content":{"rendered":"<div align=center>&#160;<\/div>\n<div align=center>&#160;<\/div>\n<div align=center>&#160;<\/div>\n<div align=center><b><i>A auto-crueldade \u00e9, sem d\u00edvida, a mais dissimulada de todas as opress\u00f5es.<\/i><\/b><\/div>\n<div><b>&#160;<\/b><\/div>\n<div><strong>De todas as viol\u00eancias que padecemos, as que fazemos contra n\u00f3s mesmos s\u00e3o as que mais nos fazem sofrer. Nessa crueldade, n\u00e3o se derrama sangue, somente se constroem cercas e cercas, que passam a nos sufocar e a nos afligir por dentro.<\/strong><\/div>\n<div><strong>Montaigne, c\u00e9lebre fil\u00f3sofo franc\u00eas do s\u00e9culo XVI, escreveu:  A covardia \u00e9 m\u00e3e da crueldade \u009d. Realmente, \u00e9 assim que se inicia nossa auto-agress\u00e3o. Em raz\u00e3o de nossa fragilidade interior e de nossos sentimentos de inferioridade, aparece o temor, que nos impede de expressar nossas mais \u00edntimas convic\u00e7\u00f5es, dificultando-nos falar, pensar e agir com espontaneidade ou descontra\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/div>\n<div><strong>A auto-crueldade \u00e9, sem d\u00edvida, a mais dissimulada de todas as opress\u00f5es. Al\u00e9m de vir adornada de fict\u00edcias virtudes, recebe tamb\u00e9m os aplausos e as considera\u00e7\u00f5es de muitas pessoas, mas, mesmo assim, continua&#160;delimitando e esmagando brutalmente. Essa atmosfera virtuosa que envolve os que buscam ser sempre admirados e aceitos deve-se ao papel que representam incessantemente de satisfazer e de contentar a todos, em quaisquer circunst\u00e2ncias. Buscam cont\u00ednuos elogios, colecionando rever\u00eancias e sorrisos for\u00e7ados, mas pagam por isso um pre\u00e7o muito alto: vivem distantes de si mesmos. <\/strong><\/div>\n<div><strong>A causa b\u00e1sica do  auto-tormento \u009d consiste em algo muito simples: viver a pr\u00f3pria vida nos termos estabelecidos pela aprova\u00e7\u00e3o alheia.<\/strong><\/div>\n<div><strong>A timidez pode ser considerada uma auto-crueldade. O acanhado vigia-se e, ao mesmo tempo, vigia os outros, vivendo numa auto-pris\u00e3o. Em raz\u00e3o de ser aceito por todos, ele n\u00e3o defende sua vontade, mas sim a vontade das pessoas. Pensa que h\u00e1 algo de errado com ele, n\u00e3o desenvolve a autoconfian\u00e7a e, continuamente, se esconde por inibi\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/div>\n<div><strong>Pensar e agir, defendendo nosso \u00edntimo e nossos direitos inatos e, definindo nossas perspectivas pessoais, sem subtrair os direitos dos outros, \u00e9 a imuniza\u00e7\u00e3o contra a auto-crueldade. <\/strong><\/div>\n<div><strong>Para vivermos bem com n\u00f3s mesmos, \u00e9 preciso estabelecer padr\u00f5es de auto-respeito, aprendendo a dizer  n\u00e3o sei \u009d,  n\u00e3o compreendo \u009d,  n\u00e3o concordo \u009d e  n\u00e3o me importo \u009d.<\/strong><\/div>\n<div><strong>As criaturas que procuram bajula\u00e7\u00e3o e exalta\u00e7\u00e3o martirizam-se para n\u00e3o cometer erros, pois a censura, a deprecia\u00e7\u00e3o e a desestima \u00e9 o que mais as atemorizam. Esquecem-se de que os erros s\u00e3o significativas formas de aprendizagem das coisas. \u00c9 muito compreens\u00edvel falarmos\u00e0 l\u00f3gica numa tomada de decis\u00e3o, ou mudarmos de id\u00e9ia no meio do caminho; no entanto, quando errarmos, ser\u00e1 preciso que assumamos a responsabilidade pelos nossos desencontros e desacertos e apreendamos o ensinamento da li\u00e7\u00e3o vivenciada.<\/strong><\/div>\n<div><strong>Quem busca consenso, cr\u00e9dito e popularidade n\u00e3o julgam seus comportamentos por si mesmo, mas procura, ansiosamente, as palmas dos outros, oferecendo in\u00edmeras raz\u00f5es para que suas atitudes sejam totalmente consideradas.<\/strong><\/div>\n<div><strong>Vivendo e seguindo seus pr\u00f3prios passos, poder\u00e1 inicialmente encontrar dificuldades moment\u00e2neas, mas, com o tempo, ser\u00e1 recompensado com um enorme bem-estar e uma integral seguran\u00e7a da alma.<\/strong><\/div>\n<div><strong>Estar alheio ou sair de si mesmo, na \u00e2nsia de ser amado por todos aqueles que consideram modelos importantes, ser\u00e1 uma meta alienada e inating\u00edvel. O \u00ednico modo de alcan\u00e7ar a felicidade \u00e9 viver, particularmente, a pr\u00f3pria vida.<\/strong><\/div>\n<div><strong>A fixa\u00e7\u00e3o que temos de olhar o que os outros acham ou acreditam, sem possuirmos a real consci\u00eancia do que queremos, podemos, sentimos, pensamos e almejamos, \u00e9 o que promove a destrui\u00e7\u00e3o em nossa vida interior, ou seja, o esfacelamento da pr\u00f3pria unidade como seres humanos e, por consequ\u00eancia, nossa unidade com a vida que est\u00e1 em tudo e em todos.<\/strong><\/div>\n<div><strong>Consultam Kardec os Obreiros do Bem: <i> A obriga\u00e7\u00e3o de respeitar os direitos alheios tira ao homem o de pertencer-se a si mesmo? \u009d <\/i>E eles responderam:  <i>De modo algum, porquanto este \u00e9 um direito que lhe vem da Natureza<\/i> \u009d.<\/strong><\/div>\n<div><strong> Pertencer-se a si mesmo \u009d, conforme nos asseveram os Esp\u00edritos, \u00e9 exercer a liberdade de n\u00e3o precisar conciliar as opini\u00f5es dos homens e de livrar-se das amarras da tirania social, da escravid\u00e3o do convencionalismo religioso, das vulgaridades do consumismo, da constri\u00e7\u00e3o de ser dependente, enfim, do medo do que dir\u00e3o os outros.<\/strong><\/div>\n<div><strong>A solu\u00e7\u00e3o para a auto-crueldade ser\u00e1 a nossa tomada de consci\u00eancia de que temos a liberdade por  <i>direito que vem da Natureza \u009d.<\/i> Contudo, de quase nada nos servir\u00e1 a liberdade exterior, se n\u00e3o cultivarmos uma autonomia interior, porque quem est\u00e1 internamente entre grilh\u00f5es e amarras jamais poder\u00e1 pensar e agir livremente.<\/strong><\/div>\n<div>&#160;<\/div>\n<div>&#160;<\/div>\n<div>&#160;<\/div>\n<div>&#160;<\/div>\n<div>&#160;<\/div>\n<div><strong>Esp\u00edrito: HAMMED<\/strong><\/div>\n<div><strong>M\u00e9dium: Francisco do Esp\u00edrito Santo Neto  \u201c As dores da alma.<\/strong><\/div>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_9682\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"9682\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#160; &#160; &#160; A auto-crueldade \u00e9, sem d\u00edvida, a mais dissimulada de todas as opress\u00f5es. &#160; De todas as viol\u00eancias que padecemos, as que fazemos contra n\u00f3s mesmos s\u00e3o as que mais nos fazem sofrer. 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