{"id":9684,"date":"2009-03-24T00:00:00","date_gmt":"2009-03-24T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2009-03-24T00:00:00","modified_gmt":"2009-03-24T00:00:00","slug":"artigo9684","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo9684\/","title":{"rendered":"Crueldade &#8211; II"},"content":{"rendered":"<div align=center>&#160;<\/div>\n<div align=center>&#160;<\/div>\n<div align=center>&#160;<\/div>\n<div align=center><strong><i>Cada ato de agressividade que ocorre neste mundo tem como origem b\u00e1sica uma criatura que ainda n\u00e3o aprendeu a amar.<\/i><\/strong><\/div>\n<div align=center>&#160;<\/div>\n<div align=center><strong>A crueldade, como pena de morte, j\u00e1 se achava estabelecida em quase todos os povos da Antiguidade. Em Atenas, dava-se ao sentenciado\u00e0 morte op\u00e7\u00f5es de escolha: o estrangulamento, que era considerado por todos humilhante; o corte de cabe\u00e7a atrav\u00e9s do cutelo, o que era muito doloroso; e o envenenamento, o preferido pela maioria dos condenados.<\/strong><\/div>\n<div align=center><strong>Na Roma Antiga, em \u00e9poca anterior a J\u00edlio C\u00e9sar, o enforcamento e a decapita\u00e7\u00e3o eram as senten\u00e7as mais generalizadas. Por\u00e9m, ao homicida de pais e irm\u00e3os era aplicada uma pena invulgar: ser cozido vivo e depois atirado ao mar. A condena\u00e7\u00e3o dos incendi\u00e1rios eram as chamas da fogueira. Os hebreus preferiam o apedrejamento, ou a decapita\u00e7\u00e3o, pois atribu\u00edam estar na cabe\u00e7a a localiza\u00e7\u00e3o dos delitos. Na China, havia um processo de deixar cair gotas d \u2122\u00e1gua na testa do condenado, sempre no mesmo lugar, at\u00e9 conduzi-lo\u00e0 completa loucura. No Jap\u00e3o, os sentenciados\u00e0 morte tinham a permiss\u00e3o dos ju\u00edzes para rasgar o pr\u00f3prio ventre com o sabre.<\/strong><\/div>\n<div align=center><strong>Imposs\u00edvel descrever aqui, nestas r\u00e1pidas reflex\u00f5es, os atos terr\u00edveis de personalidade da hist\u00f3ria da humildade, ou analisar sua natureza primitiva e rudimentar, inata nas almas em seus primeiros passos de ascens\u00e3o espiritual. Nomearemos apenas algumas criaturas que tiveram comportamentos degenerados; como Nero, Cal\u00edgula, Caracala, G\u00eangis-C\u00e3, Iv\u00e3  \u201c o Terr\u00edvel, Tamerl\u00e3o, e outras, sem nos determos nas atitudes dessas figuras do passado ou do presente, nem nas incont\u00e1veis condutas cru\u00e9is de homens que passaram anonimamente pela Terra. Todavia, n\u00e3o poder\u00edamos deixar de registrar o fanatismo e o autoritarismo da  Santa Inquisi\u00e7\u00e3o \u009d  \u201c tamb\u00e9m conhecida como o  Santo Of\u00edcio \u009d, criada em 1233 pelo papa Greg\u00f3rio IX -, que entrou para a Hist\u00f3ria como uma das mais brutais demonstra\u00e7\u00f5es de ferocidade e viol\u00eancia contra os direitos humanos.<\/strong><\/div>\n<div align=center><strong>N\u00e3o saberemos avaliar com precis\u00e3o quais os atos mais perversos e sanguin\u00e1rios: os realizados pelos executores, ou os praticados pelos executados. Ali\u00e1s, pessoas lutam e matam at\u00e9 hoje  em nome de Deus \u009d, para justificar&#160;e proteger suas cren\u00e7as religiosas.<\/strong><\/div>\n<div align=center><strong>A atrocidade, o sadismo, a perversidade e a desumanidade s\u00e3o caracter\u00edsticas provenientes da insensibilidade ou enrijecimento da psique humana, em processo inicial de desenvolvimento espiritual. A Espiritualidade, na terceira parte, cap\u00edtulo VI, de  O Livro dos Esp\u00edritos \u009d, exp\u00f5e:  <i>(&#8230;) o senso moral existe, como princ\u00edpio, em todos os homens (&#8230;) dos seres cru\u00e9is far\u00e1 mais tarde seres bons e humanos (&#8230;) \u009d<\/i><\/strong><\/div>\n<div align=center><strong>As faculdades do homem est\u00e3o em estado latente,  <i>como o princ\u00edpio do perfume no germe da flor, que ainda n\u00e3o desabrochou \u009d<\/i>, assim, tamb\u00e9m, em ess\u00eancia somos todos unos com a Perfei\u00e7\u00e3o Divina que habita em n\u00f3s.<\/strong><\/div>\n<div align=center><strong>Todo processo de aprendizagem resulta em uma expans\u00e3o da consci\u00eancia, o que nos possibilita, gradativamente, abandonar os gestos b\u00e1rbaros. Quando a criatura integrar na sua mentalidade o senso moral, que nela reside em estado embrion\u00e1rio, converter\u00e1 os atos agressivos em atitudes sensatas e humanas.<\/strong><\/div>\n<div align=center><strong>Um tra\u00e7o comum em toda a Natureza \u00e9 a evolu\u00e7\u00e3o. Evoluir \u00e9 o grande objetivo da Vida, pois, quanto mais progredirmos, mais resolveremos nossos problemas com harmonia e sensatez. A maioria dos indiv\u00edduos se comporto como se os problemas existissem por s  s\u00f3s  \u009d exige que o mundo exterior os resolva. Mas as dificuldades n\u00e3o existem fora, e sim dentro de n\u00f3s mesmos. Nesse caso, quanto mais percebemos essa realidade, mais aprenderemos como solucion\u00e1-las sem brutalidade.<\/strong><\/div>\n<div align=center><strong>Cada ato de agressividade que ocorre neste mundo tem como origem b\u00e1sica uma criatura que ainda n\u00e3o aprendeu a amar. Naturalmente, todos n\u00f3s ficamos indignados com a rudeza ou a maldade, mas devemos entender que isso \u00e9 um processo natural da humanidade em amadurecimento e crescimento espirituais.<\/strong><\/div>\n<div align=center><strong>Por tr\u00e1s de todo ato de crueldade, sempre existe um pedido de socorro. Precisamos escutar esse apelo inarticulado e dissolver a viol\u00eancia com nossos gestos de amor.<\/strong><\/div>\n<div align=center><strong>Os atos e a vida do Cristo apresentam, sob muitos aspectos, sempre algo de novo a ser interpretado em seu significado mais profundo. A Hist\u00f3ria da humanidade nunca registrou nem registrar\u00e1 fato t\u00e3o cruel e violento na vida de um ser humano com aquele ocorrido h\u00e1 quase dois mil anos.<\/strong><\/div>\n<div align=center><strong>Os judeus tinham, nas redondezas de Jerusal\u00e9m, uma colina que se destinava\u00e0 execu\u00e7\u00e3o dos condenados da \u00e9poca.<\/strong><\/div>\n<div align=center><strong>Era um terreno de acentuado declive, aspecto pesado e sombrio, onde crucificavam assassinos e ladr\u00f5es. Os gregos deram-lhe o nome de G\u00f3lgota, do hebraico  gulgoleth \u009d (cr\u00e2nio \u009d, os romanos chamavam de Calv\u00e1rio, do latim  calvarium \u009d ( lugar das caveiras \u009d). Esse s\u00edtio tinha uma forma\u00e7\u00e3o rochosa que se assemelhava a uma caveira, al\u00e9m de nele se encontrarem, por todos os lados, cr\u00e2nios em decomposi\u00e7\u00e3o, expostos ao tempo.<\/strong><\/div>\n<div align=center><strong>Nesse t\u00e9trico lugar, um ser extraordin\u00e1rio, que queria simplesmente despertar nos homens sua  dimens\u00e3o esquecida \u009d, ou ligar esse  elo perdido \u009d ao Poder da Vida, foi crucificado penosamente.<\/strong><\/div>\n<div align=center><strong> E, quando chegaram a um lugar chamado a Caveira, ali o crucificaram, juntamente com dois malfeitores, um\u00e0 direita e outro\u00e0 esquerda. Mesmo diante do sofrimento, Jesus dizia: Pai perdoe-lhes, porque n\u00e3o sabem o que fazem. \u009d<\/strong><\/div>\n<div align=center><strong>O grande n\u00edmero de pessoas ali presente representava a viol\u00eancia humana; para elas n\u00e3o havia sequer um laivo de maldade em suas a\u00e7\u00f5es, e se ofenderiam, certamente, se fossem acusadas de perversas. Jesus, no entanto, as entendia em sua inf\u00e2ncia espiritual.<\/strong><\/div>\n<div align=center><strong>Todos n\u00f3s, na atualidade, preocupados em saber como lidar com a viol\u00eancia, que explode de tempos em tempos no seio da sociedade terrena, devemos sempre fazer uma busca interior para compreender integralmente o significado majestoso dessa atitude de entendimento, perd\u00e3o e amor que Jesus Cristo legou para toda a humanidade.<\/strong><\/div>\n<div align=center>&#160;<\/div>\n<div align=center>&#160;<\/div>\n<div align=center><strong>Esp\u00edrito: HAMMED<\/strong><\/div>\n<div align=center><strong>M\u00e9dium: Francisco do Esp\u00edrito Santo Neto  \u201c As dores da alma.<\/strong><\/div>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_9684\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"9684\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#160; &#160; &#160; Cada ato de agressividade que ocorre neste mundo tem como origem b\u00e1sica uma criatura que ainda n\u00e3o aprendeu a amar. &#160; A crueldade, como pena de morte, j\u00e1 se achava estabelecida em quase todos os povos da Antiguidade. 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