{"id":9687,"date":"2009-03-24T00:00:00","date_gmt":"2009-03-24T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2009-03-24T00:00:00","modified_gmt":"2009-03-24T00:00:00","slug":"artigo9687","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo9687\/","title":{"rendered":"Metodologia Cient\u00edfica, Espiritismo e NEU-RJ"},"content":{"rendered":"<div>\n Alguns at\u00e9 que gostariam de, no laborat\u00f3rio, pegar um esp\u00edrito<\/p>\n<p>&#160;na ponta de uma pin\u00e7a ou observ\u00e1-lo num microsc\u00f3pio com contraste de fase \u009d.<\/p>\n<p>&#160;<\/p>\n<p>&#160;Os esp\u00edr\u00edtos s\u00e3o as almas dos homens que j\u00e1 deixaram a Terra, por isso lidamos com mentes caprichosas, que n\u00e3o est\u00e3o\u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o na hora que melhor nos convier. No entanto, pesquisadores que se submeteram\u00e0 observa\u00e7\u00e3o criteriosa, disciplinada e principalmente sem inten\u00e7\u00f5es subalternas, ficaram diante de fen\u00f4menos inusitados. Fatos que se repetiram tantas vezes quantas foram necess\u00e1rias para recolher dados estat\u00edsticos ao m\u00e1ximo.<\/p>\n<p>O observador comanda as pesquisas f\u00edsico-qu\u00edmicas at\u00e9 onde as energias podem ser controladas. No campo das ci\u00eancias s\u00f3cio-morais o cient\u00edsta recolhe dados. Est\u00e3o na mesma classe a Psicologia, a Hist\u00f3ria, o Direito, a Sociologia&#8230; O objeto dessas Ci\u00eancias \u00e9 o animal racional, o socius, a criatura divina, no uso do livre-arb\u00edtrio.<\/p>\n<p>A pesquisa cient\u00edfica \u00e9 apoiada na experimenta\u00e7\u00e3o ou na analogia em outras duas classes de Ci\u00eancias. Mas nas Ci\u00eancias s\u00f3cio-morais a pesquisa usa a da Estat\u00edstica. O objeto \u00e9 passivo naquelas duas primeiras. Nesta, o observador deve ser passivo. Deve aguardar que o fato ocorra para observ\u00e1-lo. E analisar, no tempo e no espa\u00e7o, a reincid\u00eancia dos fen\u00f4menos.<\/p>\n<p>Na Ci\u00eancia da mediunidade h\u00e1 dois socius: o encarnado e o desencarnado, agindo e reagindo, racionalmente.<\/p>\n<p>O m\u00e9dium e o Esp\u00edrito se interpenetram para o efeito da a\u00e7\u00e3o conjunta. Na Psicologia a an\u00e1lise exige, ent\u00e3o, o m\u00e1ximo de cuidados, pois a min\u00edcia esquecida, talvez seja a principal causa do fen\u00f4meno mais importante.<\/p>\n<p>\u00c9 prov\u00e1vel que, por isso, os esp\u00edritos que recentemente encantaram o Dr. Weiss, B.L., em Muitas Vidas, Muitos Mestres, tenham trazido repeti\u00e7\u00f5es nas regress\u00f5es de mem\u00f3ria de Catherine. Weiss n\u00e3o tinha nenhuma cren\u00e7a pr\u00e9via na possibilidade de se viver v\u00e1rias vidas e muito menos de se poder record\u00e1-las, no entanto, o m\u00e9dico, descreve com muita propriedade como vai sendo afetado e modificado no processo do tratamento de sua paciente.<\/p>\n<p>Dr. Weiss \u00e9 Psiquiatra do Mount Sinai Medical Center em Miami Beach, Fl\u00f3rida e professor&#160; no Departamento de Psiquiatria da Escola de Medicina da Universidade de Miami. Diz ele: durante muitos anos de estudo disciplinado, fui treinado para pensar como cient\u00edsta e m\u00e9dico, moldando-me aos estreitos caminhos do conservadorismo na minha profiss\u00e3o. Desconfiava de tudo que n\u00e3o se pudesse provar por m\u00e9todos cient\u00edficos tradicionais. &#8230;ent\u00e3o encontrei Catherine&#8230;<\/p>\n<p>Hoje, Dr. Weiss n\u00e3o tem d\u00edvida de que os terap\u00eautas devem ter a mente aberta.<\/p>\n<p>Disse certa vez o Dr. Bezerra de Menezes: Um esp\u00edrito claro e aberto para a apreens\u00e3o da Ci\u00eancia \u00e9 um supremo bem que Deus confia a certos homens afim de que eles o empreguem em favor dos mais pobres e humildes.<\/p>\n<p>Afirma Weiss, o professor de psiquiatria, que  \u00e9 s\u00f3 a relut\u00e2ncia&#160; em contar ocorr\u00eancias medi\u00ednicas que as faz parecerem t\u00e3o raras \u009d. Ele relata que  O respeitado diretor de um importante departamento cl\u00ednico de seu hospital \u00e9 um homem admirado internacionalmente por sua capacidade. Ele fala com o pai falecido, que v\u00e1rias vezes o protegeu de s\u00e9rios perigos. Outro professor tem sonhos que lhe fornecem as pistas ou solu\u00e7\u00f5es para suas complexas pesquisas. Outro conhecido m\u00e9dico quase sempre sabe quem o chama ao telefone, antes de atender. A esposa de um psiquiatra de uma universidade do Meio-Oeste tem o t\u00edtulo de Ph.D em Psicologia. Ela nunca disse a n\u00edngu\u00e9m que, na primeira vez em que visitou Roma, andou pela cidade como se tivesse um mapa impresso na mem\u00f3ria. Sabia infalivelmente o que encontraria, ao dobrar a esquina. Embora nunca tivesse ido\u00e0 It\u00e1lia e n\u00e3o soubesse a l\u00edngua, os italianos repetidamente se lhe dirigiam em italiano, confundindo-a com um nativo.<\/p>\n<p>Conclui&#160; Weiss &#8211; Eu comprendia por que esses profissionais altamente qualificados se mantinham de b\u00f4ca fechada. Agora, eu era um deles. N\u00e3o pod\u00edamos negar nossas pr\u00f3prias experi\u00eancias e sentidos. Mas nossa ci\u00eancia era diametralmente oposta\u00e0s informa\u00e7\u00f5es, experi\u00eancias e cren\u00e7as que t\u00ednhamos acumulado. Por isso fic\u00e1vamos calados.<\/p>\n<p>&#160;<\/p>\n<p>Os coment\u00e1rios acima foram retirados do livro  Dores, Valores, Tabus e Preconceitos \u009d, CELD Editora, 1996, que tem origem no NEU-Fund\u00e3o. Com o t\u00edtulo  Educa\u00e7\u00e3o, Universidade e Espiritualidade \u009d, foi recentemente republicado em Tend\u00eancias do Trabalho, (Editora Tama), 309: 2-3, 2000. No entanto, tamb\u00e9m recentemente Djalma Argollo, escreveu em Vis\u00e3o Esp\u00edrita 2(19): 8-10, 2000 artigo que recebeu o nome  Apontamentos em Torno da Metodologia de Pesquisas no \u00c3\u201ambito do Espiritismo \u009d. O texto completo, gentilmente enviado pelo autor e a pedido do NEU-RJ, segue abaixo na \u00edntegra.<\/p>\n<p>&#160;<\/p>\n<p>Em termos epistemol\u00f3gicos o Espiritismo \u00e9 um saber novo, ainda n\u00e3o totalmente definido em suas dimens\u00f5es e consequ\u00eancias socio-culturais. Allan Kardec o disse  uma ci\u00eancia \u009d e  uma filosofia cientifica \u009d com resultantes morais decorrentes. Os tr\u00eas primeiros volumes das Obras B\u00e1sicas, O Livros dos Esp\u00edritos, O Livro dos M\u00e9diuns e o Evangelho Segundo o Espiritismo, representam, respectivamente, uma vis\u00e3o filos\u00f3fica, uma metodologia experimental e um comp\u00eandio de regras comportamentais, estabelecido a partir de premissas reafirmadas por Jesus. Da\u00ed se inferiu &#8211; segundo alguns foi o escritor e jurista esp\u00edrita, baiano, Carlos Imbassahy -, que existem tr\u00eas aspectos: cient\u00edfico, filos\u00f3fico e religioso. Em sendo assim, naturalmente o ilustre e culto caus\u00eddico n\u00e3o deve ter pensado em tr\u00eas \u00e1reas independentes, como alguns t\u00eam feito. \u00c9 claro que n\u00e3o pode haver uma tr\u00edade diversificada de espiritistas: O cientista, o filos\u00f3fico e o religioso  \u201c no que concerne\u00e0 aceita\u00e7\u00e3o do Espiritismo como uma  vis\u00e3o de mundo \u009d -, pois seria uma fragmenta\u00e7\u00e3o arbitr\u00e1ria e castradora do saber esp\u00edrita, absolutamente contr\u00e1ria ao pensamento e a\u00e7\u00e3o de Kardec, o qual entendia o Espiritismo com um conhecimento estruturalmente \u00ednico.&#160; Sua divis\u00e3o dos profitentes em  esp\u00edritas verdadeiros \u009d e  esp\u00edritas imperfeitos \u009d, \u00e9 a plena evid\u00eancia do que acabei de afirmar.<\/p>\n<p>&#160;Imagine-se um universo doutrin\u00e1rio onde se formassem os tr\u00eas grupos mencionados. O cientista se acharia\u00e0 dist\u00e2ncia dos outros seguimentos e, claro, s\u00f3 poderia ser classificado como  esp\u00edrita imperfeito \u009d, da mesma forma o filos\u00f3fico e o religioso que apenas se ativessem\u00e0s \u00e1reas escolhidas de atua\u00e7\u00e3o. Isto porqu\u00ea o Saber esp\u00edrita \u00e9 uno e indivis\u00edvel, sem predomin\u00e2ncia de qualquer dos tr\u00eas aspectos de modo absoluto. Podem existir  momentos de a\u00e7\u00e3o \u009d, quando se atue dentro de uma  cientificidade esp\u00edrita \u009d ou se interprete os fen\u00f4menos existenciais duma perspectiva filos\u00f3fica esp\u00edrita. Mas o comportamento \u00e9tico, decorrente do conjunto doutrin\u00e1rio, esse \u00e9 um atributo necess\u00e1rio a todos os  momentos \u009d e inst\u00e2ncias do exerc\u00edcio da  pr\u00e1xis \u009d espiritista, porqu\u00ea exig\u00eancia vivencial, imprescind\u00edvel. A insist\u00eancia nas denomina\u00e7\u00f5es: Espiritismo Cient\u00edfico, Espiritismo Filos\u00f3fico e Espiritismo Religioso, \u00e9 um convite\u00e0 segmenta\u00e7\u00e3o e ao conflito, como not\u00f3rio no atual panorama do movimento.<\/p>\n<p>O Esp\u00edrita, volto a insistir, quando experimenta, de forma metodol\u00f3gica ou emp\u00edrica, numa reuni\u00e3o ou diante de um fen\u00f4meno medi\u00ednico, p\u00f5e em a\u00e7\u00e3o o  aspecto \u009d cient\u00edfico da Doutrina, mas n\u00e3o afasta os outros dois, porque, ao realizar as dedu\u00e7\u00f5es e proje\u00e7\u00f5es do que foi observado estar\u00e1 filosofando e, ao manter a harmonia interior e a postura \u00e9tica, enquanto experimentando, estar\u00e1 exercendo a  consequ\u00eancia moral \u009d esp\u00edrita.<\/p>\n<p>Pelo exposto, j\u00e1 temos as linhas gerais de uma metodologia experimental esp\u00edrita. De modo geral, a pesquisa experimental em Espiritismo exige uma s\u00e9rie de procedimentos, tanto pr\u00e9vios, quanto concomitantes e posteriores, como em qualquer \u00e1rea das ci\u00eancias estabelecidas.<\/p>\n<p>Antes de pesquisar, o experimentador j\u00e1 escolheu o objeto a ser pesquisado. Por exemplo: a) comprovar a exist\u00eancia, ou n\u00e3o, da faculdade medi\u00ednica (casos espec\u00edficos de Richet e Crookes), b) confirmar ou n\u00e3o, que os fen\u00f4menos s\u00e3o provocados por  agentes incorp\u00f3reos \u009d (caso, entre outros, de Ernesto Bozzano e Camille Flammarion) como provar ou n\u00e3o a exist\u00eancia de uma percep\u00e7\u00e3o&#160; al\u00e9m da sensorial comum (caso de Rhine) etc. Sem objeto claramente definido n\u00e3o pode haver pesquisa conclusiva. Ao realizar suas observa\u00e7\u00f5es na casa da fam\u00edlia Baudin, Allan Kardec estabeleceu como seu objeto o mundo espiritual &#8211; enquanto  l\u00f3cus \u009d de viv\u00eancia do Esp\u00edrito desencarnado -, e sua intera\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica com o mundo material. Objeto extremamente ambicioso, pela amplitude. O resultado foi  O Livro dos Esp\u00edritos \u009d. Ou seja, uma filosofia espiritualista decorrente de um procedimento cient\u00edfico de observa\u00e7\u00e3o controlada de fatos e an\u00e1lise do material dele derivado.<\/p>\n<p>Qualquer que seja o objeto escolhido, o m\u00e9todo a ser aplicado deve ser coerente, l\u00f3gico e sistem\u00e1tico, capaz de conduzir a resultados v\u00e1lidos.<\/p>\n<p>Como ponto fundamental, o pesquisador deve ter claro, em sua mente, que ele ser\u00e1 um dos elementos essenciais da pesquisa. N\u00e3o haver\u00e1 condi\u00e7\u00f5es para uma  neutralidade axiol\u00f3gica \u009d absoluta, como nas ditas  ci\u00eancias exatas \u009d. Pesquisador e objeto estar\u00e3o indissoluvelmente comprometidos um com o outro, a n\u00edvel energ\u00e9tico. A come\u00e7ar pelo relacionamento psicol\u00f3gico e magn\u00e9tico com o m\u00e9dium, o qual poder\u00e1 facilitar ou obstacular o bom andamento das experi\u00eancias. Se observador e medianeiro nutrem antipatias, restri\u00e7\u00f5es ou hostilidade um para com o outro, a experimenta\u00e7\u00e3o estar\u00e1 fadada ao insucesso ou a resultados inconclusivos. Educa\u00e7\u00e3o, respeito e gentileza n\u00e3o s\u00e3o incompat\u00edveis com o rigor cient\u00edfico.<\/p>\n<p>Como os fen\u00f4menos est\u00e3o ligados ao psiquismo do m\u00e9dium, e se produzem por seu interm\u00e9dio, se ele sofrer um desequil\u00edbrio emocional ou se sentir ferido em sua dignidade, o \u00eaxito do tentame estar\u00e1 fatalmente comprometido.<\/p>\n<p>Ao estabelecer os meios e as formas de controle, o pesquisador dever\u00e1 faz\u00ea-lo de modo a evitar a fraude e o charlatanismo, mas levando em conta que o m\u00e9dium n\u00e3o \u00e9 uma cobaia irracional, mas um ser humano que deve merecer o devido respeito. Hoje, mais do que em qualquer \u00e9poca passada, existem meios eletr\u00f4nicos de controle, altamente sofisticados e capazes de detectar qualquer tentativa de burla. Um ambiente de experimenta\u00e7\u00e3o, devidamente equipado com sensores, microc\u00e2maras de televis\u00e3o, visores de raios infravermelhos, c\u00e9lulas fotoel\u00e9tricas e parafern\u00e1lias semelhantes, permitem o acompanhamento rigoroso e o registro de tudo o que ocorrer no ambiente. Eletrodos aplicados ao corpo do sensitivo registram as oscila\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas nele ocorridas: pulsa\u00e7\u00f5es, sudorese, press\u00e3o sangu\u00ednea, etc.&#160; Enfim, \u00e9 poss\u00edvel uma rigorosa vigil\u00e2ncia rigorosa e precisa do local das experi\u00eancias e do m\u00e9dium, sem impor-lhe restri\u00e7\u00f5es humilhantes.<\/p>\n<p>O experimentador deve ter em mente que, na pesquisa medi\u00ednica, sempre se parte do fato para se chegar\u00e0 teoria. Isto evitar\u00e1 que pretenda submeter o experimento a id\u00e9ias e teorias  pr\u00e9-concebidas \u009d. Tal comportamento distorcer\u00e1, seguramente, os resultados. Como parte integrante dos fen\u00f4menos a ocorrer, o experimentador que mantenha uma id\u00e9ia fixa quanto\u00e0 corrobora\u00e7\u00e3o de uma teoria a priori, interferir\u00e1 no processo, adulterando a experimenta\u00e7\u00e3o que, premida por sua influ\u00eancia mental, tender\u00e1 a corroborar-lhe o pensamento, e n\u00e3o refletir\u00e1 sua pr\u00f3pria realidade. Na f\u00edsica qu\u00e2ntica dos nossos dias, existe a suspeita epistemol\u00f3gica de que muitos resultados n\u00e3o s\u00e3o os que deveriam ocorrer naturalmente, mas fruto da maneira tendenciosa como a pesquisa foi conduzida. Isto \u00e9, a mente do experimentador criou as condi\u00e7\u00f5es para que aquele resultado acontecesse, se fossem seguidos pressupostos diferentes poderia ser diverso. Na pesquisa ps\u00edquica isto n\u00e3o \u00e9 uma discuss\u00e3o acad\u00eamica, mas um fato indiscut\u00edvel: \u00e9 absolutamente verdadeiro que a mente do experimentador tem o poder de interferir no desenvolvimento da pesquisa, impondo um resultado diverso do normal.<\/p>\n<p>O melhor, pois, \u00e9 controlar, observar, registrar e, posteriormente, analisar, com isen\u00e7\u00e3o de \u00e2nimo, para chegar a conclus\u00f5es o mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel da realidade. Um grande n\u00edmero de experi\u00eancias proporcionar\u00e1 massa cr\u00edtica necess\u00e1ria para se determinar leis e princ\u00edpios do fato estudado. Este o procedimento adotado e preconizado por Allan Kardec.<\/p>\n<p>Outro fator importante diz respeito\u00e0 conduta moral do pesquisador. Nas ci\u00eancias exatas o estado moral do cientista n\u00e3o tem a menor interfer\u00eancia no andamento da experi\u00eancia. Ao estudar um determinado evento material, desde que seja respeitado o m\u00e9todo requerido pelo estudo, um cientista canalha e outro de car\u00e1ter ilibado chegar\u00e3o\u00e0s mesmas conclus\u00f5es. No estudo dos fen\u00f4menos ps\u00edquicos o mesmo n\u00e3o ocorre. Ele exige postura \u00e9tica. N\u00e3o se pode, por exemplo, pretender chegar\u00e0 verdade pelo uso da mentira, do engodo e da desonestidade. Nele n\u00e3o existe dicotomia entre a postura mental do observador e a manipula\u00e7\u00e3o do objeto observado. Muito ao contr\u00e1rio: o psiquismo do observador est\u00e1 intimamente relacionado como o objeto em an\u00e1lise, que \u00e9 tamb\u00e9m ps\u00edquico, ou seja, da mesma natureza..<\/p>\n<p>Qualquer esp\u00edrita sabe que o tipo de vibra\u00e7\u00e3o que emitimos age no ambiente, para ele atraindo entidades do mesmo padr\u00e3o. Um  cientista esp\u00edrita \u009d que idealize uma pesquisa eivada de falsidades, estando pois com m\u00e1 inten\u00e7\u00e3o, obter\u00e1 fatalmente o que procura. Passar\u00e1 ent\u00e3o a divulgar falhas do m\u00e9dium estudado, quando \u00e9 ele tamb\u00e9m \u00e9 culpado por elas. \u00c9 um problema moral: semelhante atrai semelhante; um mentiroso atrair\u00e1 a mentira.<\/p>\n<p>Sobremodo importante ser\u00e1 o clima prop\u00edcio durante o transcurso do evento experimental. \u00c9 um outro fato, j\u00e1 consagrado pela experi\u00eancia, que \u00e9 necess\u00e1rio se criar um clima de serenidade, recolhimento e pensamentos nobres, para que funcione a lei de afinidade ps\u00edquica, atraindo para colaborar com as experi\u00eancias entidades honestas e confi\u00e1veis. Uma atitude contr\u00e1ria a essas disposi\u00e7\u00f5es abre caminho para a interfer\u00eancia de Esp\u00edritos mentirosos e galhofeiros, com naturais preju\u00edzos.<\/p>\n<p>Finalizando estes pensamentos em torno da experimenta\u00e7\u00e3o esp\u00edrita, digo apenas que o exposto, com muito mais propriedade e amplitude, est\u00e1 devidamente tratado em O Livro dos M\u00e9diuns, do primeiro pesquisador esp\u00edrita realmente digno do nome: Allan Kardec. E o mais importante \u00e9 que, desde a publica\u00e7\u00e3o dessa obra, at\u00e9 o momento atual, todos os estudos n\u00e3o esp\u00edritas realizados em torno das faculdades espirituais do ser humano t\u00eam corroborado toda a metodologia ali discriminada, sem superar ou desmentir qualquer dos seus princ\u00edpios.<\/p>\n<p>**************<\/p>\n<p>&#160;<\/p>\n<p>No cap\u00edtulo  Para uma manh\u00e3 de domingo \u009d, do livro anteriormente referido, encontramos algumas premissas:<\/p>\n<p>1. A experimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 o m\u00e9todo ideal de aquisi\u00e7\u00e3o de conhecimentos positivos. Considera-se a&#160; experimenta\u00e7\u00e3o&#160; uma observa\u00e7\u00e3o provocada em condi\u00e7\u00f5es controladas sob v\u00e1rios conjuntos de fatores.<\/p>\n<p>2. Em ci\u00eancia o fen\u00f4meno deve repetir-se tantas v\u00eazes quantas forem necess\u00e1rias para a verifica\u00e7\u00e3o do fato. Essa regra geral, no entanto, n\u00e3o \u00e9 observada nas ci\u00eancias sociais, nem muito menos podemos reproduzir\u00e0 vontade os fen\u00f4menos astron\u00f4micos e meteorol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>3. Em ci\u00eancia usa-se a express\u00e3o, at\u00e9 certo ponto estranha, os resultados sugerem que. Porque o fornecimento de uma PROVA cient\u00edfica, de uma hip\u00f3tese, esbarra num n\u00edmero apreci\u00e1vel de outras hip\u00f3teses, que tamb\u00e9m poderiam explicar o fato investigado. \u00c9 necess\u00e1rio depurar vari\u00e1veis para chegar-se\u00e0 hip\u00f3tese mais prov\u00e1vel, aquela capaz de melhor explicar o fen\u00f4meno.<\/p>\n<p>4. A ci\u00eancia \u00e9 feita com o uso autoconsciente de nossas faculdades mentais, mas o homem n\u00e3o possui uma medida absoluta da verdade, da\u00ed a sua relatividade. Assim a ci\u00eancia \u00e9 um conjunto de declara\u00e7\u00f5es ou afirma\u00e7\u00f5es que s\u00e3o assumidas como verdades sobre a realidade.<\/p>\n<p>Os Postulados de Koch (observa\u00e7\u00e3o ao microsc\u00f3pio, isolamento microbiano em cultura pura, reprodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a em modelo animal e reisolamento do mesmo microorganismo, a partir do animal doente) permitiram-lhe confiar nos seus resultados, uma vez que sua conclus\u00e3o (etiologia bacteriana da tuberculose) era altamente prov\u00e1vel e sua nega\u00e7\u00e3o era altamente improv\u00e1vel. Estava demonstrada a micobacteriose.<\/p>\n<p>Vamos recordar.<\/p>\n<p>Uma PROVA em termos cient\u00edficos, significa portanto, o processo global atrav\u00e9s do qual n\u00f3s concluimos que uma declara\u00e7\u00e3o \u00e9 mais aceit\u00e1vel do que sua nega\u00e7\u00e3o. Vale a pena ler  O extraordin\u00e1rio caso de Shanti \u009d publicado no Reformador junho de 1958 e transcrito em&#160; novembro, p. 344-348, 1988. Com esse t\u00edtulo a famosa revista italiana LEuropeo, em seus n\u00edmeros de janeiro\/fevereiro de 1958, publicou, ilustrada com in\u00edmeras fotografias coloridas, uma longa reportagem do sueco Sture L\u00c3\u00b6nnerstrand, sobre&#160; um caso comprovado de reencarna\u00e7\u00e3o ocorrido na \u00c3\u008dndia. <\/p>\n<p>Examinem as hip\u00f3teses aventadas e que foram examinadas.<\/p>\n<p>Sabemos que para a vida cient\u00edfica \u00e9 necess\u00e1ria a presen\u00e7a de aptid\u00e3o para a pesquisa. Por isso nos programas de p\u00f3sgradua\u00e7\u00e3o (mestrado e doutorado) h\u00e1&#160; rigor na sele\u00e7\u00e3o de candidatos, uma vez que o objetivo \u00e9 a qualidade, o preparo de investigadores independentes em condi\u00e7\u00f5es de utilizar a metodologia cient\u00edfica. No entanto, pode-se observar que ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o dos cursos (cr\u00e9ditos), na hora de iniciar o preparo da tese,&#160; muitos alunos ainda n\u00e3o perceberam que a pergunta \u00e9 o mais importante.<\/p>\n<p>Em Doutrina Esp\u00edrita n\u00e3o podia ser diferente. Reparem as quest\u00f5es que foram feitas por Kardec no primeiro livro da codifica\u00e7\u00e3o. Por que ser\u00e1 que Kardec colocou aquela em primeiro lugar?<\/p>\n<p>Posteriormente diversas quest\u00f5es foram feitas a Kardec pela banca examinadora, de cr\u00edticos, incr\u00e9dulos ou sacerdotes. Mesmo assim houve crit\u00e9rio na escolha da ordem das respostas.<\/p>\n<p>Finalizando, mas n\u00e3o encerrando, gostar\u00edamos que os membros do NEU-RJ examinassem o trabalho de Chibene, S.S. 1988. A Excel\u00eancia Metodol\u00f3gica do Espiritismo. Reformador, novembro, p. 328-333 e tamb\u00e9m no site do Grupo de Estudos Esp\u00edritas da Unicamp (<a target=_blank href=http:\/\/www.geocities.com\/Athens\/Academy\/8482\/><font color=#53661a>http:\/\/www.geocities.com\/Athens\/Academy\/8482\/<\/font><\/a> ). Nele o autor an\u00e1lisa a metodologia de Kardec. Relembra que s\u00f3 podemos&#160; considerar como cr\u00edtico s\u00e9rio aquele que&#160; tenha examinado e estudado o Espiritismo em profundidade, com a mesma paci\u00eancia e a persever\u00e2n\u00e7a de um observador consciencioso; aquele a quem n\u00e3o se possa opor algum fato que lhe seja desconhecido, nenhum argumento de que j\u00e1 n\u00e3o tenha cogitado e cuja refuta\u00e7\u00e3o seja apoiada por outros argumentos mais adequados. Este pesquisador dever\u00e1 poder indicar, para os fatos investigados, causa mais l\u00f3gica do que a que lhe apresenta o Espiritismo.<\/p>\n<p>Tal cr\u00edtico, mesmo hoje&#160; ainda est\u00e1 por aparecer.<\/p>\n<p>\n<a target=_blank href=http:\/\/www.geocities.com\/neurj\/neurj.htm><font color=#53661a>http:\/\/www.geocities.com\/neurj\/neurj.htm<\/font><\/a><br \/>\n&#160;<\/div>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_9687\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"9687\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alguns at\u00e9 que gostariam de, no laborat\u00f3rio, pegar um esp\u00edrito &#160;na ponta de uma pin\u00e7a ou observ\u00e1-lo num microsc\u00f3pio com contraste de fase \u009d. &#160; &#160;Os esp\u00edr\u00edtos s\u00e3o as almas dos homens que j\u00e1 deixaram a Terra, por isso lidamos com mentes caprichosas, que n\u00e3o est\u00e3o\u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o na hora que melhor nos convier. 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