{"id":974,"date":"2014-04-01T13:08:00","date_gmt":"2014-04-01T13:08:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/2014\/04\/01\/a-vontade-de-deus\/"},"modified":"2014-04-01T13:08:00","modified_gmt":"2014-04-01T13:08:00","slug":"artigo974","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo974\/","title":{"rendered":"A vontade de Deus"},"content":{"rendered":"<p><a name=more><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=http:\/\/cecal.centronocaminhodaluz.com.br\/bloguer\/pdf.asp?site=cecal&amp; target=_blank><img src=http:\/\/cecal.centronocaminhodaluz.com.br\/bloguer\/pdf_button.png \/><\/a>  A chuva caiu forte. Todo o povoado comentava que era vontade de Deus.  <\/p>\n<p>E, como de outras vezes j\u00e1 ocorrera, o enorme tronco de uma figueira se atravessou na estrada, despencando do morro, e deixou totalmente isolada aquela comunidade.  <\/p>\n<p>Pedras se deslocaram, rolando morro abaixo. A enxurrada varria as ruas, com viol\u00eancia.  <\/p>\n<p>Enquanto cada um lamentava e entrava em sua casa para racionar a comida para os pr\u00f3ximos dias, o menino da casa de flores amarelas saiu em disparada para o meio do mato.  <\/p>\n<p>N\u00e3o lhe importava a chuva que continuava caindo, embora menos intensa. Habitualmente, era ali, debaixo da copa das \u00e1rvores, que ele dialogava com seu anjo, da mesma forma que o fazia, \u00e0 noite, em suas ora\u00e7   \u00f5es, antes de dormir.  <\/p>\n<p>Meio sem jeito, Pedro perguntou o motivo daquela chuva, daquele tronco, tudo de novo, como de outras vezes passadas. Seus pais estavam cansados daquilo, seus amigos tamb\u00e9m.  <\/p>\n<p>Mas o anjo confirmou: Foi Deus mesmo quem mandou a chuva.  <\/p>\n<p>Aquilo incomodou o garoto. Ele saiu dali e foi em dire\u00e7\u00e3o ao tronco. Atirou-se na lama e se p\u00f4s a empurrar a enorme figueira tombada.  <\/p>\n<p>Os mais velhos esbravejavam, cada um em sua porta. E diziam da inutilidade daquilo. O anjo ficou \u00e0 frente do seu pupilo e o incentivou: Voc\u00ea consegue. N\u00e3o pare. Continue.  <\/p>\n<p>Com os bra\u00e7os tremendo e as m\u00e3os arranhadas, alguns minutos depois, Pedro olhou para o lado. Todas as crian\u00e7as da vila haviam se juntado a ele e empurravam.  <\/p>\n<p>Enquanto faziam for\u00e7a, riam dos seus escorreg\u00f5es, da lama em seus corpos, da cara suja. E brincavam, deixando que a chuva lhes lavasse as manchas da roupa. Empenhavam-se como irm\u00e3os.  <\/p>\n<p>Com o insucesso de retirar o   s filhos do tronco deitado, as m\u00e3es e as av\u00f3s resolveram participar da fantasia dos meninos. Logo, os homens se mobilizaram.  <\/p>\n<p>Largaram seus copos de caf\u00e9, que esquentavam seus corpos, e se colocaram \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do que consideravam uma causa perdida, uns em respeito \u00e0s suas esposas, outros pelos seus filhos.  <\/p>\n<p>Depois de muito esfor\u00e7o, conseguiram deslocar a figueira para o lado. O caminho estava livre.  <\/p>\n<p>A seguir, providenciaram a retirada das grandes pedras do meio das ruas.  <\/p>\n<p>Aqueles momentos conectaram para sempre aquela gente. As faltas foram perdoadas, as desculpas foram aceitas.  <\/p>\n<p>Eram todos companheiros, empenhados num \u00fanico prop\u00f3sito.  <\/p>\n<p>A disc\u00f3rdia deu lugar \u00e0 uni\u00e3o, o desespero \u00e0 esperan\u00e7a, a tristeza \u00e0 alegria, as trevas \u00e0 luz e a d\u00favida \u00e0 f\u00e9.  <\/p>\n<p>Finalmente, a comunidade havia entendido a vontade de Deus. Ele mandara a chuva, que desencadeara o epis\u00f3dio da derrubada da figueira e o deslocamento das grandes pedras.  <b   r>  <br \/>Contudo, a uni\u00e3o de todos, o esfor\u00e7o conjugado, resolvera a dificuldade.  <\/p>\n<p>Pedro descansava na lama, agora, enquanto sentia o afago de seus pais.  <\/p>\n<p>E todos haviam aprendido que o \u00eaxito \u00e9 uma b\u00ean\u00e7\u00e3o de for\u00e7as conjugadas da natureza, enquanto a for\u00e7a \u00e9 ato, que significa compromisso no bem ou no mal, \u00e9 a palavra que edifica ou destr\u00f3i.  <\/p>\n<p>A oportunidade \u00e9 a nossa porta de luz, no sagrado momento que passa.  <\/p>\n<p>Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita, com base no artigo A vontade de Deus  <br \/>e A figueira do caminho, da Revista Cultura Esp\u00edrita, de janeiro.2014, do Instituto  <br \/>de Cultura Esp\u00edrita do Brasil, Rio de Janeiro; nos verbetes \u00caxito, For\u00e7a e  <br \/>Oportunidade, do livro Dicion\u00e1rio da alma, por Esp\u00edritos diversos, psicografia  <br \/>de Francisco C\u00e2ndido Xavier, ed. FEB.  <br \/>Em 27.3.2014.<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_974\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"974\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A chuva caiu forte. Todo o povoado comentava que era vontade de Deus. E, como de outras vezes j\u00e1 ocorrera, o enorme tronco de uma figueira se atravessou na estrada, despencando do morro, e deixou totalmente isolada aquela comunidade. Pedras se deslocaram, rolando morro abaixo. A enxurrada varria as ruas, com viol\u00eancia. 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