{"id":9755,"date":"2009-07-15T00:00:00","date_gmt":"2009-07-15T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2009-07-15T00:00:00","modified_gmt":"2009-07-15T00:00:00","slug":"artigo9755","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo9755\/","title":{"rendered":"Solid\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Declarar de modo geral que o div\u00f3rcio e sempre errado \u00e9 t\u00e3o incorreto quanto assegurar que est\u00e1 sempre certo.<\/p>\n<p>Sofremos de solid\u00e3o toda vez que desprezamos as inerentes voca\u00e7\u00f5es e naturais tend\u00eancias de nossa alma. Assim que nos distanciamos do que realmente somos, criamos um autodesprezo, passando, a partir da\u00ed, a desenvolver um sentimento de soledade, mesmo rodeados das pessoas mais importantes e queridas de nossa vida.<br \/>\n<br \/>\tNa auto-rejei\u00e7\u00e3o, esquecemos de perceber a presen\u00e7a de Deus vibrando em nossa alma; logo, anulamos nossa for\u00e7a interior. \u00c9 como se esquec\u00eassemos a consci\u00eancia de n\u00f3s mesmos.<br \/>\n<br \/>\tPara que nossa ess\u00eancia emerja, \u00e9 preciso abandonarmos nossa compuls\u00e3o de fazer-nos seres idealizados, nossa expectativa fantasiosa de perfei\u00e7\u00e3o e nosso modelo social de felicidade. Somente assim, exterminamos o clima de press\u00e3o, de abandono, de tens\u00e3o e de solid\u00e3o que sentimos interiormente, para transportamo-nos para uma exist\u00eancia de satisfa\u00e7\u00e3o \u00edntima e para uma indescrit\u00edvel sensa\u00e7\u00e3o de vitalidade.<br \/>\n<br \/>\tA ren\u00edncia de nosso eu idealizado nos dar\u00e1 uma sensa\u00e7\u00e3o de renascimento e uma atmosfera de liberdade como nunca antes hav\u00edamos sentido.<br \/>\n<br \/>\tO ser idealizado \u00e9 uma fantasia mental. \u00c9 uma imita\u00e7\u00e3o inflex\u00edvel, constru\u00edda artificialmente sobre uma combina\u00e7\u00e3o de dois b\u00e1sicos comportamentos neur\u00f3ticos, a saber: adotar padr\u00f5es existenciais super-r\u00edgidos, imposs\u00edveis de serem atingidos, e alimentar o orgulho de acreditar-se onipotente, superior e invulner\u00e1vel.<br \/>\n<br \/>\tA coexist\u00eancia desses dois modos de pensar ocasiona frequentes estados de solid\u00e3o, tristeza habitual e sentimentos m\u00edtuos de vazio e aborrecimento na vida afetiva de um casal.<br \/>\n<br \/>\tO amor e o respeito a n\u00f3s mesmos cria uma atmosfera prop\u00edcia para identificarmos nossa verdadeira natureza, isto \u00e9, nossa identidade da alma, facilitando nosso crescimento espiritual e, por conseguinte, proporcionando-nos alegria de viver.<br \/>\n<br \/>\tQuase todos n\u00f3s crescemos ansiosamente querendo ser adequados e certos para o mundo, porque acreditamos que n\u00e3o somos suficientemente bons para ser amados pelo que somos. Por isso, procuramos, desesperadamente, igualar-nos a uma imagem que criamos de como dever\u00edamos ser. O esfor\u00e7o met\u00f3dico para sustentar essa vers\u00e3o idealizada \u00e9 respons\u00e1vel por grande parte dos nossos problemas de relacionamento conosco e com os outros.<br \/>\n<br \/>\tEntre todos os problemas de conviv\u00eancia, o de casais, talvez, seja um dos mais comuns entre as pessoas. Todavia, todos n\u00f3s queremos companhia e afeto, mas para desfrutarmos uma uni\u00e3o amorosa, madura e equilibrada \u00e9 preciso, acima de qualquer coisa, respeitar o direito que cada criatura tem de ser ela mesma, sem mudar suas predile\u00e7\u00f5es, id\u00e9ias e ideais.<br \/>\n<br \/>\tOs tra\u00e7os de personalidade n\u00e3o s\u00e3o futilidades, teimosia ou manias. Cada parceiro tem seus  direitos individuais \u009d de manter sua parcela de privacidade e prefer\u00eancias.<br \/>\n<br \/>\tPara tanto, o di\u00e1logo compreensivo, a ren\u00edncia aos pr\u00f3prios caprichos, o compromisso de lealdade s\u00e3o fatores imprescind\u00edveis na vida a dois, que n\u00e3o pode permitir a confus\u00e3o de  direitos individuais \u009d com direitos individualistas, com vulgaridade, com cobran\u00e7a e com leviandade.<br \/>\n<br \/>\tEis a raz\u00e3o de viver bem consigo mesmo: tudo passa, pois todos somos viajores do Universo, por\u00e9m s\u00f3 n\u00f3s viveremos eternamente com n\u00f3s mesmos.<br \/>\n<br \/>\tA complexidade maior das dificuldades nos matrim\u00f4nios talvez seja a n\u00e3o-valoriza\u00e7\u00e3o dos verdadeiros sentimentos, que for\u00e7a um dos parceiros, ou mesmo ambos, a contrariar sua natureza para satisfazer as opress\u00f5es, intoler\u00e2ncias e imposi\u00e7\u00f5es do outro. Ningu\u00e9m pode ser feliz assim, subordinando-se ao que o c\u00f4njuge quer ou decide.<br \/>\n<br \/>\t &#8230;a indissolubilidade absoluta do casamento \u009d (&#8230;)  \u00c9 uma lei humana muito contr\u00e1ria\u00e0 da Natureza. Mas os homens podem modificar suas leis; s\u00f3 as da Natureza s\u00e3o imut\u00e1veis. \u009d<br \/>\n<br \/>\tDeclarar de modo geral que o div\u00f3rcio \u00e9 sempre errado \u00e9 t\u00e3o incorreto quanto incorreto quanto assegurar que est\u00e1 sempre certo. Em algumas circunst\u00e2ncias, a separa\u00e7\u00e3o \u00e9 um subterf\u00edgio para uma sa\u00edda f\u00e1cil ou um pretexto com que algu\u00e9m procura esquivar-se das responsabilidades, unicamente.<br \/>\n<br \/>\tH\u00e1 uni\u00f5es em que o div\u00f3rcio \u00e9 compreens\u00edvel e razo\u00e1vel, porque a decis\u00e3o de casar tomada sem maturidade, porque s\u00e3o diversos os equ\u00edvocos e desencontros humanos.<br \/>\n<br \/>\tEm outros casos, h\u00e1 anos de atitudes de desrespeito e maus tratos, h\u00e1 os que impedem o desenvolvimento do outro. S\u00e3o variadas as necessidades da alma humana e, muitas vezes, \u00e9 melhor que os parceiros se decidam pela separa\u00e7\u00e3o a permanecerem juntos, fazendo d uni\u00e3o conjugal uma hipocrisia. Em todas as atitudes e acontecimentos da vida, somente a pr\u00f3pria consci\u00eancia dos indiv\u00edduos pode fazer o autojulgamento e decidir sobre suas car\u00eancias e dificuldades da vida a dois.<br \/>\n<br \/>\tTodos os livros sacros da humanidade t\u00eam como m\u00e1xima ou mandamento o amor. A base de todo compromisso \u00e9 o amor. O amor enriquece mutuamente as pessoas e \u00e9 respons\u00e1vel pela riqueza do seu mundo interior.<br \/>\n<br \/>\tA estrutura do verdadeiro ensino religioso nos deve unir amorosamente uns aos outros e n\u00e3o nos manter unidos pela intimida\u00e7\u00e3o, pelo medo do futuro ou pelas conven\u00e7\u00f5es sociais.<br \/>\n<br \/>\tO ensino esp\u00edrita, propagado pelo  O Livro dos Esp\u00edritos \u009d, nos faz redescobrir o sentimento de religiosidade inato em cada criatura de Deus. Religiosidade \u00e9 o que possu\u00eda Allan Kardec em abund\u00e2ncia, pois enxergava os fatos da vida com os olhos da alma, quer dizer, ia al\u00e9m dos recursos f\u00edsicos, usando os sentidos da transcend\u00eancia a fim de encontrar a verdade escondida atr\u00e1s dos aspectos exteriores.<br \/>\n<br \/>\tO emitente professor Rivail entendia que o verdadeiro sentido da religi\u00e3o deve consistir na busca da liberdade, no culto da verdade e na clara distin\u00e7\u00e3o entre o temporal\/passageiro e o real\/permanente.<br \/>\n<br \/>\tEstar com algu\u00e9m por temor religioso \u00e9 diferente de estar com algu\u00e9m por amor. Somente o amor tem significado perante a Divina Provid\u00eancia.<br \/>\n<br \/>\tLembremo-nos de que a solid\u00e3o aparece, quando negamos nossos sentimentos e ignoramos nossas experi\u00eancias interiores. Essa forma comportamental tende a fazer-nos ver as coisas do jeito como queremos ver, ou seja, como nos \u00e9 conveniente, em vez de v\u00ea-las como realmente s\u00e3o. Assim \u00e9 que distorcemos nossa realidade.<br \/>\n<br \/>\tN\u00e3o rejeitemos o que de fato sentimos. Isso n\u00e3o quer dizer viver com liberdade indiscriminada e sem controle, mas sim reconhecer o devido lugar que corresponda aos nossos sentimentos, sem ignor\u00e1-los, nem tampouco deix\u00e1-los ser donos de nossa vida.<br \/>\n<br \/>\tSe devemos permanecer ou n\u00e3o ao lado de algu\u00e9m, \u00e9 decis\u00e3o que se deve tomar com espontaneidade, harmonia e liberdade, sem mesclas de medo ou imposi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Esp\u00edrito: HAMMED<br \/>\n<br \/>M\u00e9dium: Francisco do Esp\u00edrito Santo Neto  \u201c As dores da alma.<br \/>\n<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_9755\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"9755\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Declarar de modo geral que o div\u00f3rcio e sempre errado \u00e9 t\u00e3o incorreto quanto assegurar que est\u00e1 sempre certo. 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