{"id":983,"date":"2014-03-25T14:29:00","date_gmt":"2014-03-25T14:29:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/2014\/03\/25\/dever-de-irmao\/"},"modified":"2014-03-25T14:29:00","modified_gmt":"2014-03-25T14:29:00","slug":"artigo983","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo983\/","title":{"rendered":"Dever de irm\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a name=more><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=http:\/\/cecal.centronocaminhodaluz.com.br\/bloguer\/pdf.asp?site=cecal&amp; target=_blank><img src=http:\/\/cecal.centronocaminhodaluz.com.br\/bloguer\/pdf_button.png \/><\/a>     <br \/>Diana desejava ser m\u00e9dica. Por n\u00e3o ter condi\u00e7\u00f5es de pagar a faculdade de medicina, optou por enfermagem.  <\/p>\n<p>No ano de 1966, depois de uma palestra na escola, alistou-se no ex\u00e9rcito. Aquilo equivalia a trabalhar e ser muito bem paga.  <\/p>\n<p>Durante dois anos, trabalhou no pres\u00eddio, em S\u00e3o Francisco. Duas vezes foi chamada para ir ao Vietn\u00e3 e recusou.  <\/p>\n<p>Na terceira, com o posto de capit\u00e3o, acreditou que estava preparada para enfrentar qualquer coisa e foi.  <\/p>\n<p>Designada como enfermeira-chefe da ala de ortopedia, tomou contato com soldados que sofriam amputa\u00e7\u00f5es traum\u00e1ticas.  <\/p>\n<p>Logo sua reputa\u00e7\u00e3o de muito r\u00edgida se espalhou. Uma de suas principais regras era que \u00e0s enfermeiras era    proibido chorar.  <\/p>\n<p>Os homens feridos e \u00e0 beira da morte, dizia, precisam de nossa for\u00e7a.  <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m era muito direta com os soldados. Jamais disse a um ferido que iria ficar bom, se n\u00e3o fosse verdade. N\u00e3o mentia.  <\/p>\n<p>Ent\u00e3o, um quase garoto foi trazido ao hospital. N\u00e3o devia ter mais de dezoito anos.  <\/p>\n<p>Imediatamente, Diana viu que nada mais poderia ser feito para lhe salvar a vida. Embora com muita dor, o soldado jamais reclamou ou se queixou.  <\/p>\n<p>Quando ele lhe perguntou se iria morrer, ela respondeu indagando qual era a opini\u00e3o dele.  <\/p>\n<p>Como ele dissesse que achava que iria morrer, ela o orientou para que orasse, se soubesse.  <\/p>\n<p>O soldado lhe pediu que segurasse sua m\u00e3o, enquanto ele fizesse a prece. A\u00ed, alguma coisa estalou dentro dela.  <\/p>\n<p>Aquele garoto merecia mais do que uma m\u00e3o que apertasse a sua.  <\/p>\n<p>Ela colocou seus bra\u00e7os \u00e0 volta dele, permitiu que ele se aninhasse em seu colo e tocou seu rosto.  <\/p>\n<p>Beijou-o    e juntos, recitaram a ora\u00e7\u00e3o que ele lembrava:  <\/p>\n<p>Ao deitar-me, pe\u00e7o ao Senhor que guarde a minha alma. Se eu morrer antes de acordar, pe\u00e7o a Deus que cuide da minha alma.  <\/p>\n<p>Ele deu um suspiro, olhou-a e disse apenas uma frase mais: Amo voc\u00ea, mam\u00e3e, amo voc\u00ea.  <\/p>\n<p>E morreu, nos bra\u00e7os de Diana, calma e tranquilamente, como se tivesse mergulhado em repousante sono.  <\/p>\n<p>Quando Diana ergueu os olhos, deu-se conta de que n\u00e3o somente ela quebrara suas regras, mas igualmente as demais enfermeiras. Todas choravam, silenciosamente.  <\/p>\n<p>A enfermeira-chefe retirou-se para seu quarto, pensando na m\u00e3e do soldado morto.  <\/p>\n<p>Ela receberia um telegrama dizendo que o filho morrera de ferimentos de guerra.  <\/p>\n<p>Diana ficou a pensar o quanto aquela m\u00e3e se perguntaria como morrera seu filho.  <\/p>\n<p>Teria sido no campo de batalha? Algu\u00e9m estava com ele? Teria sofrido muito?  <\/p>\n<p>Por isso, tomou de uma folha de papel e caneta e escreveu uma carta. Seria    bom que a m\u00e3e soubesse que, nos \u00faltimos momentos, o filho pensara nela.  <\/p>\n<p>Mas, com certeza, o mais importante para aquele cora\u00e7\u00e3o materno seria saber que seu filho n\u00e3o morrera sozinho.  <\/p>\n<p>*   *   *  <\/p>\n<p>Uma enfermeira que serviu no Vietn\u00e3 dizia que todos os soldados pertencem a algu\u00e9m.  <\/p>\n<p>Eles t\u00eam pai, m\u00e3e, mulheres, filhas&#8230;  <\/p>\n<p>T\u00eam algu\u00e9m que os ama.  <\/p>\n<p>Importar-se com essas pessoas, com certeza, vai muito al\u00e9m do dever de qualquer enfermeira.  <\/p>\n<p>Importar-se com quem est\u00e1 aguardando not\u00edcias e vive a ang\u00fastia da espera, \u00e9 dever de irm\u00e3o que entende o drama do seu irm\u00e3o.  <\/p>\n<p>Isso se chama amor ao pr\u00f3ximo. Isso se chama dever de irm\u00e3o.  <\/p>\n<p>Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita, com base no cap. Ao deitar-me  <br \/>em meu leito, de autoria de Diana Dwan Poole, do livro Hist\u00f3rias  <br \/>para aquecer o cora\u00e7\u00e3o dos pais, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen,  <br \/>Jeff Aubery, Mark &#038; Chrissy Donnelly, ed. Sextante.  <br \/>Em 20.3.2014<\/bo   dy><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_983\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"983\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Diana desejava ser m\u00e9dica. 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