{"id":9906,"date":"2009-09-16T00:00:00","date_gmt":"2009-09-16T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2009-09-16T00:00:00","modified_gmt":"2009-09-16T00:00:00","slug":"artigo9906","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo9906\/","title":{"rendered":"Livro: Amor Imbat\u00edvel Amor:  Cap\u00edtulo 9-PRAZER E FUGA DA DOR"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div align=left><em><br \/>Mecanismos conscientes como inconscientes pro\u00c2\u00adpelem o indiv\u00edduo a fugir do sofrimento, que se lhe afigura como processo de perturba\u00e7\u00e3o e desequil\u00ed\u00c2\u00adbrio.<br \/>Remanescente das experi\u00eancias animais, nas quais a dor feria a sensibilidade do instinto, produzindo de\u00c2\u00adsespero incontrol\u00e1vel, por falta do recurso da raz\u00e3o, tal atavismo transforma-se em arqu\u00e9tipo conflitivo \u00ednsito no inconsciente coletivo, tornando-se g\u00eanese de fobias variadas, que se avultam e se transformam em estados patol\u00f3gicos.<br \/>Por outro lado, viv\u00eancias anteriores, que decorrem de reencarna\u00e7\u00f5es malsucedidas, transformam-se em receios, que s\u00e3o reminisc\u00eancias do j\u00e1 passado ou pre\u00c2\u00addisposi\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica para futuros acontecimentos.<br \/>Esses sucessos encontram-se estabelecidos pela Lei de Causa e Efeito, que \u00e9 inexor\u00e1vel na sua program\u00e1ti\u00c2\u00adca, afinal decorrente da conduta do pr\u00f3prio Esp\u00edrito, na sua condi\u00e7\u00e3o de autor de todos os fen\u00f4menos que o alcan\u00e7am, em raz\u00e3o da sua observ\u00e2ncia ou n\u00e3o aos Es\u00c2\u00adtatutos da Vida.<br \/>O sentimento de medo que alcan\u00e7a o ser humano \u00e9sempre descarregado atrav\u00e9s da fuga, evitando que aconte\u00e7a o lance perturbador.<br \/>Expressa-se, esse medo, toda vez que se pressente a predomin\u00e2ncia de uma for\u00e7a superior, real ou n\u00e3o, que pode produzir sofrimento. Surge, ent\u00e3o, o desafio entre fugir e enfrentar, dependendo da rea\u00e7\u00e3o momen\u00c2\u00adt\u00e2nea que se apossa do indiv\u00edduo.<br \/>Relativamente aos danos que o sofrimento pode causar, surgem as manifesta\u00e7\u00f5es de medo f\u00edsico, moral e ps\u00edquico, afetando o comportamento.<br \/>O de natureza f\u00edsica fere a organiza\u00e7\u00e3o som\u00e1ti\u00c2\u00adca, cujos efeitos poder\u00e3o ser controlados pelas resis\u00c2\u00adt\u00eancias emocionais. No entanto, o despreparo para a agress\u00e3o corporal faculta que a dor se irradie pelo sistema nervoso central tornando-se desagrad\u00e1vel e desgastante.<br \/>O de natureza moral \u00e9 mais profundo, porque desarticula a sensibilidade psicol\u00f3gica, apresentan\u00c2\u00addo a soma de preju\u00edzos que causa, no conceito em torno do ser, dos seus prop\u00f3sitos, da aura da sua dignidade, terminando por afetar-lhe o equil\u00edbrio emocional.<br \/>&#8230; E quando as resist\u00eancias morais s\u00e3o abaladas, facilmente surgem os sofrimentos ps\u00edquicos, as fixa\u00e7\u00f5es que produzem danos nos pain\u00e9is da mente, empurran\u00c2\u00addo para transtornos graves.<br \/>Esse medo de acontecimentos de tal porte impulsi\u00c2\u00adona\u00e0 raiva, como recurso preventivo, que leva a agre\u00c2\u00addir antes de ser vitimado, ou\u00e0 rea\u00e7\u00e3o que se transfor\u00c2\u00adma em quantidade de for\u00e7a que o ajuda a superar o receio que o acomete, seja em rela\u00e7\u00e3o ao volume ou ao peso do opositor.<br \/>Onde, todavia, a raiva n\u00e3o se pode expressar, por\u00c2\u00adque o perigo \u00e9 impalp\u00e1vel, se apresenta abstrato ou toma um vulto assustador, o medo desempenha o seu papel de preponder\u00e2ncia, dominando como fantasma triunfante, que aparvalha.<br \/>Na sua psicog\u00eanese, est\u00e3o presentes fatores que fi\u00c2\u00adcaram na inf\u00e2ncia ou na juventude, nos processos cas\u00c2\u00adtradores da educa\u00e7\u00e3o e da forma\u00e7\u00e3o da personalidade, que levavam ao pranto ante a escurid\u00e3o,\u00e0s amea\u00e7as reais ou veladas,\u00e0 presen\u00e7a da m\u00e3e castradora, do pai negligente ou violento,\u00e0 insatisfa\u00e7\u00e3o e\u00e0 raiva&#8230;<br \/>O controle do ego \u00e9 a melhor maneira para afu\u00c2\u00adgentar o medo, evitando que se transforme em p\u00e2nico.<br \/>Face aos muitos mecanismos a que recorre, para poupar-se ao medo, a tudo que produza sofrimento, o ser humano \u00e9 impulsionado a evitar o amor, justifican\u00c2\u00addo que nunca \u00e9 amado, sendo-lhe sempre exigido amar.<br \/>Todos anelam pelo amor, entretanto, por imaturi\u00c2\u00addade, n\u00e3o t\u00eam conhecimento do que \u00e9 o mesmo, assim incorrendo no perigo de ter medo de amar.<br \/>Acredita, aquele que assim procede, que amando se vincula, passa a depender e recebe em troca o aban\u00c2\u00addono, a indiferen\u00e7a, que lhe constituem perigosas ame\u00c2\u00ada\u00e7as\u00e0 seguran\u00e7a no castelo do ego, no qual se isola, perdendo as excelentes oportunidades para conseguir uma vida de plenifica\u00e7\u00e3o.<br \/>Esse amor condicional, de troca, egotista  \u201d eu so\u00c2\u00admente amarei se ou quando, eu amo porque  \u201d tem suas ra\u00edzes fincadas na inseguran\u00e7a afetiva, infantil, pertur\u00c2\u00adbadora, que n\u00e3o foi completada pela presen\u00e7a da ter\u00c2\u00adnura nem da espontaneidade. Assim ocorria antes como forma compensat\u00f3ria a algum interesse n\u00e3o atendido, como referencial a algum objetivo em aberto, produ\u00c2\u00adzindo desconfian\u00e7a a respeito do amor, que remanesce incompleto, temeroso.<br \/>O medo de amar escamoteia-se e leva\u00e0 solid\u00e3o angustiante, que projeta o conflito como sendo de respon\u00c2\u00adsabilidade das demais pessoas, do meio social que \u00e9 con\u00c2\u00adsiderado agressivo e insano, fatores esses que existem no imo daquele que se recusa inconscientemente a dar-se, ao inef\u00e1vel prazer de libertar as emo\u00e7\u00f5es retidas.<br \/>O amor relaxa e conforta, sendo felicitador e pro\u00c2\u00adporcionando compensa\u00e7\u00e3o em forma de prazer.<br \/>\u00c9 o sentimento mais complexo e mais simples que predomina no ser humano, ainda t\u00edmido em rela\u00e7\u00e3o\u00e0s suas incont\u00e1veis possibilidades, desconhecedor dos seus maravilhosos recursos de relacionamento e bem-estar, de estimula\u00e7\u00e3o\u00e0 vida e a todos os seus mecanis\u00c2\u00admos.<br \/>O amor liberta quem o oferece, tanto quanto aque\u00c2\u00adle a quem \u00e9 direcionado, e se isso n\u00e3o sucede, n\u00e3o atin\u00c2\u00adgiu o seu grau superior, estando nas fases das trocas afetivas, dos interesses sexuais, dos objetivos sociais, das necessidades psicol\u00f3gicas, dos desejos&#8230; Certamente s\u00e3o fases que antecedem o momento culminante, quan\u00c2\u00addo enriquece e apazigua todas as ansiedades.<br \/>De qualquer forma por\u00e9m, amar \u00e9 impositivo da evolu\u00e7\u00e3o e psicoterapia de urg\u00eancia, que se torna in\u00c2\u00addispens\u00e1vel ao equil\u00edbrio do comportamento das cria\u00c2\u00adturas.<br \/>Expressando prazer de viver, o amor irradia-se de acordo com o n\u00edvel de consci\u00eancia de cada ser ou con\u00c2\u00adforme o seu grau de conhecimento intelectual.<br \/>Todo o empenho para superar o medo de amar deve ser aplicado pelo ser humano, que realmente pre\u00c2\u00adtende o auto-encontro, a harmonia interior.<br \/><\/em><\/div>\n<p><strong><\/p>\n<div align=center> Joana de \u00c3\u201angelis &#8211; Psicografado por Divaldo franco<\/div>\n<p><\/strong> <\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_9906\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"9906\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; 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