{"id":9910,"date":"2009-08-19T00:00:00","date_gmt":"2009-08-19T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2009-08-19T00:00:00","modified_gmt":"2009-08-19T00:00:00","slug":"artigo9910","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo9910\/","title":{"rendered":"Livro: Amor Imbat\u00edvel Amor:  Cap\u00edtulo 5-MEDO DE AMAR"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div align=left><em><br \/>A inseguran\u00e7a emocional responde pelo medo de amar.<br \/>Como o amor constitui um grande desafio para o Self, o indiv\u00edduo enfermi\u00e7o, de conduta transtornada, inquieto, ambicioso, v\u00edtima do egotismo, evita amar, a fim de n\u00e3o se desequipar dos instrumentos nos quais  <br \/>oculta a debilidade afetiva, agredindo ou escamotean\u00c2\u00addo-se em disfarces variados.<br \/>O amor \u00e9 mecanismo de liberta\u00e7\u00e3o do ser, median\u00c2\u00adte o qual, todos os revestimentos da apar\u00eancia cedem lugar ao Si profundo, despido dos atavios f\u00edsicos e men\u00c2\u00adtais, sob os quais o ego se esconde.<br \/>O medo de amar \u00e9 muito maior do que parece no organismo social. As criaturas, vitimadas pelas ambi\u00c2\u00ad\u00e7\u00f5es imediatistas, negociam o prazer que denominam como amor ou imp\u00f5em-se ser amadas, como se tal con\u00c2\u00adquista fosse resultado de determinados condicionamen\u00c2\u00adtos ou exig\u00eancias, que sempre resultam em fracasso.<br \/>Toda vez que algu\u00e9m exige ser amado, demonstra desconhecimento das possibilidades que lhe dormem em lat\u00eancia e afirma os conflitos de que se v\u00ea objeto. O amor, para tal indiv\u00edduo, n\u00e3o passa de um recurso para uso, para satisfa\u00e7\u00f5es imediatas, iniciando pela proje\u00c2\u00ad\u00e7\u00e3o da imagem que se destaca, n\u00e3o percebendo que, aqueloutros que o louvam e o bajulam, demonstrando-lhe afetividade s\u00e3o, tamb\u00e9m, inconscientes, que se uti\u00c2\u00adlizam da ocasi\u00e3o para darem vaz\u00e3o\u00e0s necessidades de afirma\u00e7\u00e3o da personalidade, ao que denominam de um lugar ao Sol, no qual pretendem brilhar com a clarida\u00c2\u00adde alheia.<br \/>Vemo-los no desfile dos oportunistas e gozadores, dos bulhentos e aproveitadores que sempre cercam as pessoas denominadas de sucesso, ao lado das quais se encontram vazios de sentimento, n\u00e3o preenchendo os espa\u00e7os daqueles a quem pretendem agradar, igualmen\u00c2\u00adte sedentos de amor real.<br \/>O amor est\u00e1 presente no relacionamento existente entre pais e filhos, amigos e irm\u00e3os. Mas tamb\u00e9m se expressa no sentimento do prazer, imediato ou que venha a acontecer mais tarde, em forma de bem-estar. N\u00e3o se pode dissociar o amor desse mecanismo do prazer mais elevado, mediato, aquele que n\u00e3o atormenta nem exige, mas surge como resposta emergente do pr\u00f3prio ato de amar. Quando o amor se instala no ser humano, de imediato uma sensa\u00e7\u00e3o de prazer se lhe apresenta natural, enriquecendo-o de vitalidade e de alegria com as quais adquire resist\u00eancia para a luta e para os grandes desafios, aureolado de ternura e de paz.<br \/>O amor resulta da emo\u00e7\u00e3o, que pode ser definida<br \/>como uma rea\u00e7\u00e3o intensa e breve do organismo a um lance inesperado, a qual se acompanha dum estado afetivo de concentra\u00e7\u00e3o penosa ou agrad\u00e1vel, do pon\u00c2\u00adto de vista psicol\u00f3gico. Tamb\u00e9m pode ser definida como o movimento emergente de um estado de excitamen\u00c2\u00adto de prazer ou dor.<br \/>Como consequ\u00eancia, o amor sempre se direciona\u00e0queles que s\u00e3o simp\u00e1ticos entre si e com os quais se pode manter um relacionamento agrad\u00e1vel. Este con\u00c2\u00adceito, por\u00e9m, se restringe\u00e0 exig\u00eancia do amor que se expressa pela emo\u00e7\u00e3o f\u00edsica, transformando-se em pra\u00c2\u00adzer sensual.<br \/>Sob outro aspecto, h\u00e1o amor profundo, n\u00e3o neces\u00c2\u00adsariamente correspondido, mas feito de respeito e de carinho pelo indiv\u00edduo, por uma obra de arte, por algo da Natureza, pelo ideal, pela conquista de alguma coi\u00c2\u00adsa superior ou transcendente, para cujo logro se empe\u00c2\u00adnham todas as for\u00e7as dispon\u00edveis, em expectativa de um prazer remoto a alcan\u00e7ar.<br \/>As experi\u00eancias positivas desenvolvem os senti\u00c2\u00admentos de afetividade e de carinho, as desagrad\u00e1veis prop\u00d5em uma postura de reserva ou que se faz caute\u00c2\u00adlosa, quando n\u00e3o se apresenta negativa.<br \/>No medo de amar, est\u00e3o definidos os traumas de inf\u00e2ncia, cujos reflexos se apresentam em rela\u00e7\u00e3o\u00e0s demais pessoas como proje\u00e7\u00f5es dos tormentos so\u00c2\u00adfridos naquele per\u00edodo. Tamb\u00e9m pode resultar de insatisfa\u00e7\u00e3o pessoal, em conflito de comportamento por imaturidade psicol\u00f3gica, ou reminisc\u00eancia de so\u00c2\u00adfrimentos, ou nos seus usos indevidos em reencar\u00c2\u00adna\u00e7\u00f5es transatas.<br \/>De alguma forma, no amor, h\u00e1 uma natural neces\u00c2\u00adsidade de aproxima\u00e7\u00e3o f\u00edsica, de contato e de contigui\u00c2\u00addade com a pessoa querida.<br \/>Quando se \u00e9 carente, essa necessidade torna-se tor\u00c2\u00admentosa, deixando de expressar o amor real para tor\u00c2\u00adnar-se desejo de prazer imediato, consumidor. Se for estabelecida uma depend\u00eancia emocional, logo o amor se transforma e torna-se um tipo de ansiedade que se confunde com o verdadeiro sentimento. Eis porque, muitas vezes, quando algu\u00e9m diz com afli\u00e7\u00e3o eu o amo, est\u00e1 tentando dizer eu necessito de voc\u00ea, que s\u00e3o sen\u00c2\u00adtimentos muito diferentes.<br \/>O amor condicional, dependente, imana uma pes\u00c2\u00adsoa\u00e0 outra, ao inv\u00e9s de libert\u00e1-la.<br \/>Quando n\u00e3o existe essa liberdade, o significado do eu o amo, o transforma na exig\u00eancia de voc\u00ea me deve amar, impondo uma resposta de sentimento inexisten\u00c2\u00adte no outro.<br \/>O medo de amar tamb\u00e9m tem origem no receio de n\u00e3o merecer ser amado, o que constitui um complexo de inferioridade.<br \/>Todas as pessoas s\u00e3o carentes de amor e dele cre\u00c2\u00addoras, mesmo quando n\u00e3o possuam recursos h\u00e1beis para consegui-lo. Mas sempre haver\u00e1 algu\u00e9m que este\u00c2\u00adja disposto a expandir o seu sentimento de amor, sintonizando com outros, tamb\u00e9m portadores de necessi\u00c2\u00addades afetivas.<br \/>O medo, pois, de amar, pelo receio de manter um compromisso s\u00e9rio, deve ser substitu\u00eddo pela busca da afetividade, que se inicia na amizade e termina no amor pleno. Tal sentimento \u00e9 agrad\u00e1vel pela oportunidade de expandir-se, ampliando os horizontes de quem de\u00c2\u00adseja amigos e torna-se companheiro, desenvolvendo a emo\u00e7\u00e3o do prazer pelo relacionamento desinteressado, que se vai alterando at\u00e9 se transformar em amor leg\u00edti\u00c2\u00admo.<br \/>Indispens\u00e1vel, portanto, superar o conflito do medo de amar, iniciando-se no esfor\u00e7o de afei\u00e7oar-se a outrem, n\u00e3o gerando depend\u00eancia, nem impondo condi\u00e7\u00f5es.<br \/>Somente assim a vida adquire sentido psicol\u00f3gico e o sentimento de amor domina o ser.<br \/><\/em><\/div>\n<p><strong><\/p>\n<div align=center> Joana de \u00c3\u201angelis &#8211; Psicografado por Divaldo franco<\/div>\n<p><\/strong> <\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_9910\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"9910\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; 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