{"id":9912,"date":"2009-08-05T00:00:00","date_gmt":"2009-08-05T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2009-08-05T00:00:00","modified_gmt":"2009-08-05T00:00:00","slug":"artigo9912","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo9912\/","title":{"rendered":"Livro: Amor Imbat\u00edvel Amor:  Cap\u00edtulo 3-DESEJO E PRAZER"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div align=left><em><br \/>O desejo, que leva ao prazer, pode originar-se no instinto, em forma de necessidade violenta e insopit\u00e1\u00c2\u00advel, tornando-se um impulso que se sobrep\u00f5e\u00e0 raz\u00e3o, predominando em a natureza humana, quando ainda primitiva na sua forma de express\u00e3o. Nesse caso, tor\u00c2\u00adna-se imperioso, devorador e incessante. Sem o contro\u00c2\u00adle da raz\u00e3o, desarticula os equipamentos delicados da emo\u00e7\u00e3o e conduz ao desajuste comportamental.<br \/>Como sede implac\u00e1vel, n\u00e3o se sacia, porque \u00e9 de\u00c2\u00advoradora, mantendo-se a n\u00edvel de sensa\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica na \u00e1rea dos sentimentos que se n\u00e3o deixam de todo dominar<br \/>\u00c9 voraz e tormentoso, especialmente na \u00e1rea gen\u00e9\u00c2\u00adsica, expressando-se como erotismo, busca sexual para o gozo.<br \/>Em esfera mais elevada, torna-se sentimento, gra\u00c2\u00ad\u00e7as\u00e0 conquista de algum ideal, alguma aspira\u00e7\u00e3o, an\u00c2\u00adseio por alcan\u00e7ar metas agrad\u00e1veis e desafiadoras, pro\u00c2\u00adpens\u00e3o\u00e0 realiza\u00e7\u00e3o enobrecedora.<br \/>Dir-se-\u00e1 que as duas formas confundem-se em uma \u00ednica, o que, para n\u00f3s, tem sentido diferente, quando examinamos a fun\u00e7\u00e3o sexual e o desejo do belo, do no\u00c2\u00adbre, do harmonioso, em compara\u00e7\u00e3o\u00e0quele de nature\u00c2\u00adza org\u00e2nica, er\u00f3tica, de compensa\u00e7\u00e3o imediata at\u00e9 nova e tormentosa busca.<br \/>O desejo imp\u00f5e-se como fen\u00f4meno biol\u00f3gico, \u00e9ti\u00c2\u00adco e est\u00e9tico, necessitando ser bem administrado em um como noutro caso, a fim de se tornar motiva\u00e7\u00e3o para o crescimento psicol\u00f3gico e espiritual do ser humano.<br \/>\u00c9 natural, portanto, a busca do prazer, esse desejo interior de conseguir o gozo, o bem-estar, que se ex\u00c2\u00adpressa ap\u00f3s a conquista da meta em pauta.<br \/>Por sua vez, o prazer \u00e9 incontrol\u00e1vel, assim como n\u00e3o administr\u00e1vel pela criatura humana.<br \/>Goethe afirmava que ele constitu\u00eda uma verdadei\u00c2\u00adra d\u00e1diva de Deus para todos quantos se identificam com a vida e que se alegram com o esplendor e a beleza que ela revela. A vida, em consequ\u00eancia, retribui-o atra\u00c2\u00adv\u00e9s do amor e da gra\u00e7a.<br \/>O prazer se apresenta sob v\u00e1rios aspectos: org\u00e2ni\u00c2\u00adco, emocional, intelectual, espiritual, sendo, ora f\u00edsico, material, e noutros momentos de natureza abstrata, es\u00c2\u00adt\u00e9tico, ef\u00eamero ou duradouro, mas que deve ser regis\u00c2\u00adtrado fortemente no psiquismo, para que a exist\u00eancia humana expresse o seu significado.<br \/>O prazer depende, n\u00e3o raro, de como seja conside\u00c2\u00adrado. Aquilo que \u00e9 bom, genericamente d\u00e1 prazer, abrin\u00c2\u00addo espa\u00e7o para o medo da perda, das faltas, ou para as situa\u00e7\u00f5es em que pode gerar danos, auxiliando na que\u00c2\u00adda do indiv\u00edduo em calabou\u00e7os de afli\u00e7\u00e3o.<br \/>Muitas pessoas consideram o prazer apenas como sendo express\u00e3o da lasc\u00edvia, e se olvidam daquele que decorre dos ideais conquistados, da beleza que se ex\u00c2\u00adpande em toda parte e pode ser contemplada, das inef\u00e1veis alegrias do sentimento afetuoso, sem posse, sem exig\u00eancia, sem o condicionamento carnal.<br \/>Por uma heran\u00e7a at\u00e1vica, grande n\u00edmero de pes\u00c2\u00adsoas tem medo do prazer, da felicidade, por associ\u00e1-lo ao pecado,\u00e0 falta de m\u00e9rito, que se tornaria uma d\u00edvi\u00c2\u00adda a resgatar, ensejando\u00e0 desgra\u00e7a vir-lhe emp\u00f3s, ou, talvez, como sendo uma tenta\u00e7\u00e3o diab\u00f3lica para retirar a alma do caminho do bem.<br \/>Tal castra\u00e7\u00e3o punitiva, que se prolongou por mui\u00c2\u00adtos s\u00e9culos, ao ser vencida deixou uma certa consci\u00ean\u00c2\u00adcia de culpa, que liberada, vem conduzindo uma ver\u00c2\u00addadeira legi\u00e3o de gozadores ao desequil\u00edbrio, ao abu\u00c2\u00adso, ao extremo das aberra\u00e7\u00f5es.<br \/>Como efeito secund\u00e1rio, ainda existem muitas pes\u00c2\u00adsoas que temem o prazer ou que procuram dissimul\u00e1\u00c2\u00adlo, envolvendo-o em roupagens variadas de desculpis\u00c2\u00admos, para acalmar seus conflitos subjacentes.<br \/>Acentuamos, por\u00e9m, que o prazer \u00e9 uma for\u00e7a cri\u00c2\u00adadora, predominante em tudo e em todos, respons\u00e1vel pela personalidade, mesmo pela esperan\u00e7a. Muitas ve\u00c2\u00adzes, \u00e9 confundido com o desejo de tudo possuir, a fim de desfrutar, mais tarde, da cornuc\u00f3pia carregada de todos os gozos, preferentemente o de natureza sexual.<br \/>Wilhelm Reich, o eminente autor da Bioenerg\u00e9ti\u00c2\u00adca, centrou, no prazer, todas as buscas e aspira\u00e7\u00f5es hu\u00c2\u00admanas, considerando que a pessoa \u00e9 somente o seu cor\u00c2\u00adpo, e que este \u00e9 constitu\u00eddo por um sistema energ\u00e9tico, que deve ser trabalhado, sempre que a coura\u00e7a bloqueie a emo\u00e7\u00e3o, propondo como terapia a Teoria dos An\u00e9is, a fim de, atrav\u00e9s da sua aplica\u00e7\u00e3o nas coura\u00e7as corres\u00c2\u00adpondentes, poder liberar a emo\u00e7\u00e3o encarcerada.<br \/>Tendo, no corpo somente, a raz\u00e3o de ser da vida, Reich tornou-se apologista do prazer carnal, sensual, capaz de levar ao estado de felicidade psicol\u00f3gica, emo\u00c2\u00adcional.<br \/>A natureza espiritual do ser humano, no entanto, n\u00e3o mereceu qualquer referencial de Reich, assim como de outros estudiosos do comportamento e da criatura em si mesma, na sua complexidade, ficando em plano secund\u00e1rio.<br \/>Desse modo, o desejo e o prazer se transformam em alavancas que promovem o indiv\u00edduo ou abismos que o devoram.<br \/>A ess\u00eancia da vida corporal, no entanto, \u00e9 a con\u00c2\u00adquista de si mesmo, a luta bem direcionada para que se consiga a vit\u00f3ria do Self, a sua harmonia, e n\u00e3o apenas o gozo breve, que se transfere de um est\u00e1gio para ou\u00c2\u00adtro, sempre mais ansioso e perturbador.<br \/><\/em><\/div>\n<p><strong><\/p>\n<div align=center> Joana de \u00c3\u201angelis &#8211; Psicografado por Divaldo franco<\/div>\n<p><\/strong> <\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_9912\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"9912\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O desejo, que leva ao prazer, pode originar-se no instinto, em forma de necessidade violenta e insopit\u00e1\u00c2\u00advel, tornando-se um impulso que se sobrep\u00f5e\u00e0 raz\u00e3o, predominando em a natureza humana, quando ainda primitiva na sua forma de express\u00e3o. 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