{"id":994,"date":"2014-03-17T19:27:00","date_gmt":"2014-03-17T19:27:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/2014\/03\/17\/o-poder-do-carinho\/"},"modified":"2014-03-17T19:27:00","modified_gmt":"2014-03-17T19:27:00","slug":"artigo994","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo994\/","title":{"rendered":"O poder do carinho"},"content":{"rendered":"<p><a name=more><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=http:\/\/cecal.centronocaminhodaluz.com.br\/bloguer\/pdf.asp?site=cecal&amp; target=_blank><img src=http:\/\/cecal.centronocaminhodaluz.com.br\/bloguer\/pdf_button.png \/><\/a>    <br \/>Havia se passado dez dias desde a cirurgia card\u00edaca e o pai de Rachel continuava muito quieto. A longa incis\u00e3o estava cicatrizando. Ele j\u00e1 conseguia comer e caminhar pelo corredor.  <\/p>\n<p>Mas n\u00e3o falava. \u00c9 cansa\u00e7o, diziam as enfermeiras.  <\/p>\n<p>Para Rachel ver seu pai mudo era algo inusitado. Ele j\u00e1 nascera falando. Tinha opini\u00e3o sobre tudo. Por isso, o seu sil\u00eancio come\u00e7ou a inquiet\u00e1-la.  <\/p>\n<p>Os dias se sucediam e n\u00e3o havia melhora. Uma tarde, Rachel estava sentada ao seu lado, mal contendo as l\u00e1grimas. Olhava para seu pai. Seu corpo estava ali, caminhando, comendo, cicatrizando. Mas ele, seu pai, estava em algum outro lugar.  <\/p>\n<p>Angustiada, Rachel tomou de um frasco de lo\u00e7\u00e3o para as m\u00e3   os, foi para a frente da cama, descobriu os p\u00e9s de seu pai e come\u00e7ou a massage\u00e1-los.  <\/p>\n<p>Ele continuou im\u00f3vel. Sem for\u00e7as para v\u00ea-lo naquele estado, Rachel fixou os olhos nos p\u00e9s e depois de algum tempo, come\u00e7ou a falar com seu pai.  <\/p>\n<p>Recordou o que faziam juntos quando ela era bem pequena. De como ele passava horas empurrando o balan\u00e7o no parque. Do primeiro dia em que a levou para a escola e ficou na escada, abanando, sorrindo e tirando fotografia.  <\/p>\n<p>Rachel lembrou do dia em que ela quebrou o bra\u00e7o e ele saiu a correr, para lev\u00e1-la ao m\u00e9dico. Recordou das cantigas de ninar com que ele a embalava e das tantas vezes em que adormeceu em seus bra\u00e7os fortes e protetores.  <\/p>\n<p>Lembrou das muitas horas que ele tinha passado com ela fazendo o dever de casa. Da noite em que, usando um smoking alugado, ele a levara de carro, com seu par, ao baile do segundo grau.  <\/p>\n<p>Lembrou da longa viagem at\u00e9 a Universidade, de como ambos tinham chorado quando ele foi e   mbora e dos tantos telefonemas de encorajamento que ele dera at\u00e9 ela se adaptar.  <\/p>\n<p>Recordou de quando o abra\u00e7ou, logo ap\u00f3s a formatura na Escola de Medicina e ele dissera: Filha, agora voc\u00ea \u00e9 uma menina grande.  <\/p>\n<p>Finalmente, Rachel lembrou da conversa que tinham tido na semana anterior \u00e0 cirurgia, em que ele lhe entregara in\u00fameras p\u00e1ginas de instru\u00e7\u00f5es sobre o que fazer se ele n\u00e3o retornasse com vida da sala de cirurgia.  <\/p>\n<p>Mas voc\u00ea n\u00e3o morreu, papai. Frisou Rachel. Voc\u00ea conseguiu.  <\/p>\n<p>Um dos p\u00e9s que ela esfregava se moveu. Ela olhou para cima e viu seu pai olhando-a intensamente. A express\u00e3o de paralisia, de congelamento havia desaparecido.  <\/p>\n<p>De repente, ele jogou a cabe\u00e7a para tr\u00e1s e riu. E falou. Falou depois daquela eternidade de dias:  <\/p>\n<p>Eu sou um osso velho, duro de roer. Mas acho que sou um bom pai. O que voc\u00ea faria sem mim?  <\/p>\n<p>*  *   *  <\/p>\n<p>Algumas vezes nossa vida \u00e9 fortalecida pela descoberta de que os outros precisam    de n\u00f3s.  <\/p>\n<p>Outras, quando descobrimos, sem sombra de d\u00favida, que nosso amor \u00e9 importante para algu\u00e9m de uma forma que n\u00e3o imagin\u00e1vamos, ou que algu\u00e9m nos ama exatamente como somos.  <\/p>\n<p>*   *   *  <\/p>\n<p>Nunca deixe de tocar aqueles a quem voc\u00ea ama. Toque com as m\u00e3os, o cora\u00e7\u00e3o e sua alma.  <\/p>\n<p>Demonstre que voc\u00ea ama, que se importa.  <\/p>\n<p>Exatamente como a flor que necessita de \u00e1gua cristalina no jarro precioso para que possa se manter viva, o amor tem necessidade de combust\u00edvel. E o combust\u00edvel do amor se chama carinho, ternura, devo\u00e7\u00e3o.  <\/p>\n<p>Pense nisso!  <\/p>\n<p>Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita, com base no cap. Linha vital,  <br \/>do livro As b\u00ean\u00e7\u00e3os do meu av\u00f4, de Rachel Naomi Remen,  <br \/>ed. Sextante.  <br \/>Em 12.3.2014.<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_994\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"994\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Havia se passado dez dias desde a cirurgia card\u00edaca e o pai de Rachel continuava muito quieto. A longa incis\u00e3o estava cicatrizando. Ele j\u00e1 conseguia comer e caminhar pelo corredor. Mas n\u00e3o falava. \u00c9 cansa\u00e7o, diziam as enfermeiras. Para Rachel ver seu pai mudo era algo inusitado. Ele j\u00e1 nascera falando. 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