{"id":9982,"date":"2009-10-22T00:00:00","date_gmt":"2009-10-22T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2009-10-22T00:00:00","modified_gmt":"2009-10-22T00:00:00","slug":"artigo9982","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo9982\/","title":{"rendered":"Livro: Amor Imbat\u00edvel Amor:  Cap\u00edtulo 14-DUALIDADE DO BEM E DO MAL"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div align=left><em><br \/>Um velho koan Zen-Budista narra que um homem muito avarento recebeu, oportunamente, a visita de um mestre.<br \/>O s\u00e1bio, depois de saud\u00e1-lo, perguntou-lhe:  \u201d Se eu fechar a minha m\u00e3o para sempre, n\u00e3o a abrindo nun\u00c2\u00adca, como te parecer\u00e1?<br \/>o avaro respondeu-lhe sem titubear:  \u201d Deforma\u00c2\u00adda.<br \/>Muito bem, prosseguiu o interlocutor:  \u201d E se eu a abrir para sempre, como a ver\u00e1s?<br \/> \u201d Igualmente deformada  \u201d redarguiu, o anfitri\u00e3o.<br \/>O homem nobre concluiu, informando-o:  \u201d Se en\u00c2\u00adtenderes isso, ser\u00e1s um rico feliz.<br \/>Depois que se foi, o anfitri\u00e3o come\u00e7ou a meditar e, a partir da\u00ed, passou a repartir com os necessitados, aqui\u00c2\u00adlo que lhe parecia excedente, tornando-se generoso.<br \/>Todos os opostos, afirma o antigo koan, bem e mal, ter e n\u00e3o ter, ganhar e perder, eu e os outros, dividem a mente. Quando s\u00e3o aceitos, afastam as pessoas da mente original, sucumbindo ao dualismo.<br \/>A sabedoria, concluiu a narra\u00e7\u00e3o sint\u00e9tica, est\u00e1 no meio, no Zen, que \u00e9 o caminho.<br \/>A dualidade sempre esteve presente no ser huma\u00c2\u00adno, desde o momento em que ele come\u00e7ou a pensar, desenvolvendo a capacidade de discernir. Os opostos t\u00eam-lhe constitu\u00eddo desafios para a consci\u00eancia, que deve eleger o que lhe \u00e9 melhor, em detrimento daquilo que lhe \u00e9 pernicioso, perturbador, gerador de conflitos.<br \/>N\u00e3o poucas vezes, por imaturidade, toma decis\u00f5es compulsivas e derrapa em estados de perturba\u00e7\u00e3o, demarcando fronteiras e evitando atravess\u00e1-las, assim  <br \/>perdendo contato com as possibilidades existentes em ambos os lados, que podem auxiliar na defini\u00e7\u00e3o de rumos. Essa defini\u00e7\u00e3o, no entanto, n\u00e3o pode ser cercea\u00c2\u00addora das viv\u00eancias educativas, produtoras. Devem ca\u00c2\u00adracterizar-se pela elei\u00e7\u00e3o natural do roteiro a seguir, de maneira que nenhuma forma de tormento pelo n\u00e3o ex\u00c2\u00adperimentado passe a gerar frustra\u00e7\u00e3o.<br \/>A experi\u00eancia ensina a conquistar os valores leg\u00edti\u00c2\u00admos, aqueles que propiciam a evolu\u00e7\u00e3o, facultando, na an\u00e1lise dos contr\u00e1rios, a op\u00e7\u00e3o pelo que constitui est\u00ed\u00c2\u00admulo ao crescimento, sem que gere danos para o pr\u00f3\u00c2\u00adprio indiv\u00edduo, para o meio onde se encontra, para ou\u00c2\u00adtrem. Somente assim, \u00e9 poss\u00edvel a aquisi\u00e7\u00e3o do com\u00c2\u00adportamento ideal, propiciador de paz, porque n\u00e3o traz, no seu bojo, qualquer proposta conflitiva.<br \/>Do ponto de vista \u00e9tico, definem os dicionaristas, o bem \u00e9 a qualidade atribuida a a\u00e7\u00f5es e a obras huma\u00c2\u00adnas que lhes confere um car\u00e1ter moral. (Esta qualida\u00c2\u00adde se anuncia atrav\u00e9s de fatores subjetivos  \u201d o senti\u00c2\u00admento de aprova\u00e7\u00e3o, o sentimento de dever  \u201d que le\u00c2\u00advam\u00e0 busca e\u00e0 defini\u00e7\u00e3o de um fundamento que os possa explicar.)<br \/>O mal \u00e9 tudo aquilo que se apresenta negativo e de fei\u00e7\u00e3o perniciosa, que deixa marcas perturbadoras e afugentes.<br \/>Na sua origem, o ser n\u00e3o possui a consci\u00eancia do bem nem do mal. Vivendo sob a injun\u00e7\u00e3o do instinto, \u00e9 levado a preservar a sobreviv\u00eancia, a reprodu\u00e7\u00e3o, atu\u00c2\u00adando por automatismos, que ir\u00e3o abrindo-lhe espa\u00e7os para os diferenciados patamares do conhecimento, do pensamento, da faculdade de discernir.<br \/>A sele\u00e7\u00e3o do que deve em rela\u00e7\u00e3o ao que n\u00e3o deve realizar d\u00e1-se mediante a sensa\u00e7\u00e3o da dor f\u00edsica, depois emocional, mais tarde de car\u00e1ter moral, ascendendo na escala dos valores \u00e9ticos. Percebe que nem tudo quanto lhe \u00e9 l\u00edcito executar, pode faz\u00ea-lo, assim realizando o que lhe \u00e9 de melhor, no sentido de descobrir os resulta\u00c2\u00addos, porquanto aquilo que lhe \u00e9 facultado, n\u00e3o poucas vezes fere os direitos do pr\u00f3ximo, da vida em si mes\u00c2\u00adma, quanto da sua realidade espiritual.<br \/>Essa percep\u00e7\u00e3o torna-se a presen\u00e7a da capacidade de eleger o bem em detrimento do mal. Faz-se a reali\u00c2\u00addade livre da sombra, o avan\u00e7o psicol\u00f3gico sem trau\u00c2\u00adma, a aus\u00eancia de retentivas na retaguarda.<br \/>Embora haja o bem social, o de natureza legal, aquele que muda de conceito conforme os valores \u00e9ticos estabelecidos geogr\u00e1fica ou genericamente, pai\u00c2\u00adra, soberano, o Bem transcendental, que o tempo n\u00e3o altera, as situa\u00e7\u00f5es pol\u00edticas n\u00e3o modificam, as cir\u00c2\u00adcunst\u00e2ncias n\u00e3o confundem. \u00c9 aquele que est\u00e1 ins\u00c2\u00adcrito na consci\u00eancia de todos os seres pensantes que, n\u00e3o obstante, muitas vezes, anestesiem-no, perma\u00c2\u00adnece e se imp\u00f5e oportunamente, convidando o in\u00c2\u00adfrator\u00e0 recomposi\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio, ao refazimento da a\u00e7\u00e3o.<br \/>O mal, remanescente dos instintos agressivos, pre\u00c2\u00addomina enquanto a raz\u00e3o deles n\u00e3o se liberta, sob a domina\u00e7\u00e3o arbitr\u00e1ria do ego, que elabora interesses hedonistas, pessoais, impondo-se em detrimento de todas as demais pessoas e circunst\u00e2ncias.<br \/>O seu ferrete \u00e9 t\u00e3o especial que,\u00e0 medida que fere quantos se lhe acercam, termina por dilacerar aquele que se lhe entrega ao dom\u00ednio, tombando, exaurido, pelo caminho do seu falso triunfo.<br \/>O ser humano foi criado\u00e0 imagem de Deus, isto \u00e9, fadado\u00e0 perfei\u00e7\u00e3o, superando os impositivos do tr\u00e2nsito evolutivo, nessa marcha inexor\u00e1vel a que se encon\u00c2\u00adtra compelido.<br \/>Possuindo os atributos da beleza, da harmonia, da felicidade, do amor, deve romper, a pouco e pouco, a casca que o envolve  \u201d heran\u00e7a do per\u00edodo prim\u00e1rio por onde tem que passar  \u201d a fim de desenvolver as apti\u00c2\u00add\u00f5es adormecidas, que lhe servem temporariamente de obst\u00e1culo a esses tesouros imarcesc\u00edveis.<br \/>O Bem pode ser personificado no amor, enquanto o mal pode ser apresentado como sendo-lhe a aus\u00ean\u00c2\u00adcia.<br \/>Tudo aquilo que promove e eleva o ser, aumentan\u00c2\u00addo-lhe a capacidade de viver em harmonia com a vida, prolong\u00e1-la, torn\u00e1-la edificante, \u00e9 express\u00e3o do Bem. Entretanto, tudo quanto conspira contra a sua eleva\u00c2\u00ad\u00e7\u00e3o, o seu crescimento e os valores \u00e9ticos j\u00e1 logrados pela Humanidade, \u00e9 o mal.<br \/>O mal, todavia, \u00e9 de dura\u00e7\u00e3o ef\u00eamera, porque re\u00c2\u00adsultado de uma etapa do processo evolutivo, enquanto o Bem \u00e9 a fatalidade \u00edltima reservada a todos os indi\u00c2\u00adv\u00edduos, que se n\u00e3o poder\u00e3o furtar desse destino, mes\u00c2\u00admo quando o posterguem por algum tempo, jamais o conseguindo definitivamente.<br \/>Eis porque o ser tem a tend\u00eancia inevit\u00e1vel de bus\u00c2\u00adcar o amor, de entregar-se-lhe, de fru\u00ed-lo.<br \/>Encarcerado no ego\u00edsmo e acostumado\u00e0s buscas externas, recorre aos expedientes do prazer pessoal, em v\u00e3s tentativas de desfrutar as benesses que dele decorrem, tombando na exaust\u00e3o dos sentidos ou na frustra\u00e7\u00e3o dos engodos que se permite.<br \/>Oportunamente um aprendiz indagou ao seu mes\u00c2\u00adtre:  \u201d Dize-nos o que \u00e9 o amor.<br \/> \u201d E o s\u00e1bio, ap\u00f3s ligeira reflex\u00e3o, redarguiu com um sorriso:<br \/> \u201d N\u00f3s somos o amor.<br \/>Esse sentimento que temos todos os seres viventes expressa o Supremo Bem, que nos cumpre buscar, em\u00c2\u00adbora estejamos na faixa da liberta\u00e7\u00e3o da ignor\u00e2ncia, errando, ainda praticando o mal tempor\u00e1rio por falta da experi\u00eancia evolutiva, que nos junge\u00e0s sensa\u00e7\u00f5es, em detrimento das emo\u00e7\u00f5es superiores que alcan\u00e7are\u00c2\u00admos.<br \/>H\u00e1 uma tend\u00eancia para a experi\u00eancia do Bem, face\u00e0 paz e\u00e0 beleza interior que se experimenta, constitu\u00c2\u00adindo-se um grande desafio ao pensamento psicol\u00f3gico estabelecer realmente o que \u00e9 de melhor para o ser hu\u00c2\u00admano, gra\u00e7as aos impositivos dos instintos que prome\u00c2\u00adtem gozo, enquanto que a sua liberta\u00e7\u00e3o,\u00e0s vezes, do\u00c2\u00adlorosa, em catarse de l\u00e1grimas, proporciona em plenitude.<br \/>A terapia do Bem  \u201d essa elei\u00e7\u00e3o dos valores \u00e9ticos que propiciam paz de consci\u00eancia  \u201d constitui proposta excelente para a \u00e1rea da sa\u00edde emocional e ps\u00edquica, consequentemente, tamb\u00e9m f\u00edsica dos seres humanos, que n\u00e3o deve ser desconsiderada.<br \/>A medida que se amplia o desenvolvimento psico\u00c2\u00adl\u00f3gico, seu amadurecimento, s\u00e3o eliminadas as dist\u00e2n\u00c2\u00adcias entre o eu e os outros, superando o mal pelo bem natural, suas a\u00e7\u00f5es de fraternidade e de compreens\u00e3o dos diferentes n\u00edveis de transi\u00e7\u00e3o moral, compreenden\u00c2\u00addo-se que o mal que a muitos aflige, por eles mesmos buscado, transforma-se na sua li\u00e7\u00e3o de vida.<br \/>Eis porque \u00e9 necess\u00e1ria a terapia da realiza\u00e7\u00e3o edi\u00c2\u00adficante, produzindo sempre em favor de si mesmo, do pr\u00f3ximo e do meio ambiente, evitando qualquer tenta <br \/>tiva de destrui\u00e7\u00e3o, de perturba\u00e7\u00e3o, de desequil\u00edbrio.<br \/>Por isso, n\u00e3o realizar o bem \u00e9 fazer-se a si mesmo um grande mal. Dificultar-se a ascens\u00e3o, \u00e9 forma de comprazer-se na vulgaridade, na desdita, assumindo um comportamento masoquista, no qual se sente valo\u00c2\u00adrizado.<br \/>Certamente, nem todos os indiv\u00edduos conseguem de imediato uma mudan\u00e7a de conduta mental, por\u00c2\u00adtanto, emocional, da patologia em que se encarcera, para viver a liberdade de ser feliz. Isso exige um esfor\u00e7o her\u00c2\u00adc\u00edleo que, normalmente, o paciente n\u00e3o envida. Acre\u00c2\u00addita que a simples assist\u00eancia psicol\u00f3gica ir\u00e1 resolver-lhe os estados interiores que o agradam, quase que a passo de m\u00e1gica, transferindo para o psicoterapeuta a tarefa que lhe compete desenvolver.<br \/>Para esse cometimento, o do reequil\u00edbrio, a assis\u00c2\u00adt\u00eancia especializada \u00e9 indispens\u00e1vel, somada\u00e0 contri\u00c2\u00adbui\u00e7\u00e3o de um grupo de apoio e ao interesse dele pr\u00f3\u00c2\u00adprio para conseguir a meta a que se prop\u00f5e.<br \/>A religi\u00e3o bem orientada, pelo conte\u00eddo psicol\u00f3gi\u00c2\u00adco de que se reveste, desempenha um papel de alta re\u00c2\u00adlev\u00e2ncia em favor do equil\u00edbrio de cada pessoa e, por extens\u00e3o, do conjunto social, no qual se encontra loca\u00c2\u00adlizada.<br \/>A religi\u00e3o que se fundamenta, no entanto, na con\u00c2\u00adduta cient\u00edfica de comprova\u00e7\u00e3o dos seus ensinamen\u00c2\u00adtos, que documenta a realidade do Esp\u00edrito imortal e a sua transitoriedade nos acontecimentos do corpo, como \u00e9 o caso do Espiritismo, melhores condi\u00e7\u00f5es possui para auxili\u00e1-la na escolha do caminho a trilhar com os pr\u00f3\u00c2\u00adprios p\u00e9s, propondo-lhe renova\u00e7\u00e3o interior e ades\u00e3o natural aos princ\u00edpios que promovem a vida, que a dig\u00c2\u00adnificam, portanto, que representam o Bem.<br \/>Por outro lado, proporciona-lhe uma conduta res\u00c2\u00adpons\u00e1vel, esclarecendo-a que cada qual \u00e9 respons\u00e1vel pelos atos que executa, sendo semeadora e colhedora de resultados, cabendo-lhe sempre enfrentar os desafi\u00c2\u00ados de superar-se, porque toda conquista valiosa \u00e9 re\u00c2\u00adsultado do esfor\u00e7o daquele que a consegue. Nada exis\u00c2\u00adte que n\u00e3o haja sido resultado de laborioso esfor\u00e7o.<br \/>Ainda mais, faculta-lhe o entendimento de como funcionam as Leis da Vida, em cuja vig\u00eancia todos os seres somos participantes, sem exce\u00e7\u00e3o, cada qual res\u00c2\u00adpondendo de acordo com o seu n\u00edvel de consci\u00eancia, o seu grau de pensamento, as suas inten\u00e7\u00f5es intelecto-morais.<br \/>Abre, ademais, um elenco de novas informa\u00e7\u00f5es que a capacitam para a luta em prol da sa\u00edde, expli\u00c2\u00adcando-lhe que existe um interc\u00e2mbio mental e espiritu\u00c2\u00adal entre as criaturas que habitam os dois planos do mundo: o espiritual ou da energia pensante e o f\u00edsico ou da condensa\u00e7\u00e3o material.<br \/>A morte do corpo, n\u00e3o extinguindo o ser, apenas altera-lhe a complei\u00e7\u00e3o molecular, mantendo-lhe, n\u00e3o obstante, os valores intr\u00ednsecos\u00e0 sua individualidade, o que faculta, muitas vezes, o interc\u00e2mbio ps\u00edquico.<br \/>Quando se trata de algu\u00e9m cuja exist\u00eancia foi pau\u00c2\u00adtada em a\u00e7\u00f5es elevadas, a influ\u00eancia \u00e9 agrad\u00e1vel, rica de sa\u00edde e de harmonia. Quando, por\u00e9m, foi negativa, inquieta ou doentia, perturbada ou insatisfeita, trans\u00c2\u00admite desarmonia, enfermidades, depress\u00f5es e alucina\u00c2\u00ad\u00e7\u00f5es cru\u00e9is, que passam a constituir psicopatologias de classifica\u00e7\u00e3o muito complexa, na \u00e1rea das obsess\u00f5es espirituais e de liberta\u00e7\u00e3o demorada, que exigem mui\u00c2\u00adto esfor\u00e7o e tenacidade nos prop\u00f3sitos em favor da re\u00c2\u00adcupera\u00e7\u00e3o da sa\u00edde.<br \/>O Bem, portanto, \u00e9 o grande ant\u00eddoto a esse mal, como o \u00e9 tamb\u00e9m para quaisquer outros estados per\u00c2\u00adturbadores e traum\u00e1ticos da personalidade humana.<br \/>Outrossim, a experi\u00eancia do Bem se dar\u00e1 plena ap\u00f3s o tr\u00e2nsito pelas ocorr\u00eancias do Mal, os insucessos, as perturba\u00e7\u00f5es, as rea\u00e7\u00f5es emocionais conflitivas, que facultam o natural selecionar dos comportamentos agra\u00c2\u00add\u00e1veis, tranquilos, que validam o esfor\u00e7o de haver-se optado pelo que \u00e9 saud\u00e1vel. Caso contr\u00e1rio, a aquisi\u00c2\u00ad\u00e7\u00e3o positiva n\u00e3o se faz total, porque ser\u00e1 mais o resul\u00c2\u00adtado de repress\u00e3o aos instintos do que supera\u00e7\u00e3o de\u00c2\u00adles, gra\u00e7as ao que se pode adquirir virtudes  \u201d sentimen\u00c2\u00adtos bons, conquistas do Bem  \u201d, no entanto, perder-se a integridade, a naturalidade do processo de eleva\u00e7\u00e3o. A pessoa torna-se frustrada por n\u00e3o haver enfrentado as lutas convencionais, evitando-as, ocasionando um sen\u00c2\u00adtimento de culpa, que \u00e9, por sua vez, uma oposi\u00e7\u00e3o\u00e0 proposta encetada para a vida correta.<br \/>A experi\u00eancia do Bem e do Mal come\u00e7a na inf\u00e2ncia diante das atitudes dos pais e dos demais familiares. Por temor a crian\u00e7a obedece, por\u00e9m, n\u00e3o compreende o que \u00e9 certo e aquilo que \u00e9 errado, que lhe querem incutir os genitores, muitas vezes por imposi\u00e7\u00e3o sem o esclarecimento correspondente para a an\u00e1lise lenta e\u00e0assimila\u00e7\u00e3o da raz\u00e3o.<br \/>Se a crian\u00e7a n\u00e3o consegue entender aquilo que lhe \u00e9 ministrado e exigido, passa a aceitar a informa\u00e7\u00e3o por medo de puni\u00e7\u00e3o, at\u00e9 o momento em que se liberta da imposi\u00e7\u00e3o, transformando o sentimento em culpa, e temendo reagir pelo \u00f3dio ou pelo ressentimento, ou, noutras situa\u00e7\u00f5es, reprimindo-se, tomba na depress\u00e3o. O inconsciente, utilizando-se do mecanismo de preser\u00c2\u00adva\u00e7\u00e3o do ego, resolve aceitar o que foi ministrado, pas <br \/>sando a insuflar a conduta reta, no entanto, em forma de m\u00e1scara que oculta a realidade reprimida.<br \/>A conquista paulatina do Bem produz equil\u00edbrio e seguran\u00e7a, eliminando as armadilhas do ego, que mais tem interesse em promover-se do que em ser substitu\u00ed\u00c2\u00addo pelo valor novo, inabitual no seu comportamento.<br \/>Por isso mesmo, o Bem n\u00e3o pode ser repressor, o que \u00e9 mal, por\u00e9m, libertador de tudo quanto submete, se imp\u00f5e, aflige. A sua domina\u00e7\u00e3o \u00e9 suave, n\u00e3o constri\u00c2\u00adtora, porque passa a ser uma diferente express\u00e3o de conduta moral e emocional, dando prosseguimento\u00e0assimila\u00e7\u00e3o dos valores que foram propostos no per\u00edo\u00c2\u00addo infantil, e que constituem reminisc\u00eancias agrad\u00e1veis que ajudam nos procedimentos dos diferentes per\u00edo\u00c2\u00addos existenciais, na juventude, na idade adulta, na ve\u00c2\u00adlhice.<br \/>Em raz\u00e3o disso, torna-se mais dif\u00edcil a assimila\u00e7\u00e3o e incorpora\u00e7\u00e3o dos valores do Bem em um adulto acli\u00c2\u00admatado\u00e0 agress\u00e3o,\u00e0s lutas, nas quais predominou o Mal, houve a sua vit\u00f3ria, os resultados prazerosos do ego, a vitaliza\u00e7\u00e3o dos comportamentos esmagadores, que geraram her\u00f3is e poderosos, mas que n\u00e3o escapa\u00c2\u00adram das \u00e1reas dos conflitos por onde continuam transi\u00c2\u00adtando.<br \/>Somente atrav\u00e9s da renova\u00e7\u00e3o de valores desde cedo \u00e9 que o Bem triunfar\u00e1 nas criaturas.<br \/>Quando adultas, o labor \u00e9 mais demorado, porque ter\u00e1 que substituir as constri\u00e7\u00f5es do ego e, atrav\u00e9s da reflex\u00e3o, dos exerc\u00edcios de medita\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o da conduta, substituir os h\u00e1bitos enraizados por novos comportamentos compensadores para o eu superior.<br \/>Eis porque se pode afirmar que o Bem faz muito bem, enquanto que o Mal faz muito mal. A simples mudan\u00e7a, portanto, de atitude mental do indiv\u00edduo en\u00c2\u00adseja-lhe o encontro com o Bem que ir\u00e1 desenvolver-lhe os sentimentos profundos da sua semelhan\u00e7a com Deus.<br \/><\/em><\/div>\n<p><strong><\/p>\n<div align=center> Joana de \u00c3\u201angelis &#8211; Psicografado por Divaldo franco<\/div>\n<p><\/strong> <\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_9982\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"9982\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; 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