MATRIMÔNIO E SEXO – Casamento 5/5 (1)

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É portas a dentro de um lar legalmente constituído que o homem e a mulher podem, legitimamente, desempenhar as funções sexuais. No recesso sagrado do lar, os atos sexuais são naturais e chegam a ser santificados sempre que permitirem a formação de novos corpos, para a reencarnação de espíritos necessitados dela.
A infidelidade conjugal, tanto por parte do homem como da mulher, é uma falta grave, de penosas consequências espirituais. Durante o tempo de encarnados, o homem e a mulher adúlteros conseguem esconder suas ligações ilícitas, são os homens e as mulheres de duas vidas: uma respeitável perante a família, e outra secreta que vivem longe dos olhos de todos, pelo menos de seus familiares. Contudo, do Altíssimo não se pode esconder nada, o desencarne chega inexorável, compelindo o espírito à mudança para o mundo espiritual, e lá então os espíritos adúlteros se reúnem, distanciados de seus entes queridos e começam os difíceis trabalhos de reabilitação. Mais tarde, ou por méritos próprios ou por intercessão de amigos espirituais influentes, ou compulsoriamente, conseguem a bênção de uma nova reencarnação e os espíritos que juntos adulteraram no passado, novamente se encontram na Terra para a correção do erro.
Reencarnam-se compulsoriamente, conforme explicamos páginas atrás, os espíritos que, diante da realidade dos graves compromissos assumidos, amedrontam-se, e tudo fazem para protelar o reajuste a que são compelidos pelos deslizes cometidos. Então uma vontade superior limita lhes o livre arbítrio, levando-os ao trabalho redentor. Tudo se passa como quando uma criança não quer tomar o remédio salutar por meio de agrados, então os pais recorrem à energia.
É por isso que os cônjuges precisam resistir a todas as tentações que o sexo lhes apresentar fora do recinto do lar, sempre que traírem seus compromissos matrimoniais de absoluta fidelidade um ao outro, sintonizam-se com as regiões tenebrosas, de onde nada de bom podem esperar, além de contraírem dívidas de custoso resgate no futuro.
No tocante à fidelidade conjugal assume caráter gravíssimo, quando é levada a ponto de destruir um lar. Um lar tem raízes profundas no mundo espiritual e abrange os interesses de uma porção de espíritos ligados a ele, quer encarnados, quer desencarnados.
Para cada determinado grupo de espíritos, cada lar é um ponto de apoio em vista das tarefas de reabilitação e de elevação a planos mais altos do Universo. Antes de se formar um lar terreno, traçam-se planos no mundo espiritual e depois, paulatinamente, esses planos concretizam-se na terra, constituindo-se então o lar. Por aí vemos as pesadas responsabilidades que recaem nos ombros de ambos os cônjuges e as consequências imprevisíveis que acarreta para si, quem atenta contra a integridade de um lar. Por conseguinte, não procurem jamais os cônjuges satisfações sexuais clandestinas, nem ninguém, homem ou mulher, ataque um lar, desencaminhando um dos cônjuges.
Quando os infelizes que assim procederem, encontrarem-se na realidade do mundo espiritual, chorarão lágrimas amargas ante o caminho doloroso que lhes desdobra à frente para a reabilitação.
Autor: Eliseu Rigonatti Livro: O Espiritismo Aplicado – Pág. 76

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