Legado paterno – Redação do Momento Espírita 3.33/5 (3)

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Easy Eddie foi um ótimo advogado, que manteve o criminoso Al Capone fora da prisão por muito tempo.
Para isso, ganhava bem.

Morava com a família numa mansão, sem preocupação com as atrocidades que ocorriam à sua volta.

Para o seu único filho ele providenciava o melhor: roupas, carros e uma excelente educação.

Apesar do seu envolvimento com o crime organizado, Eddie tentou lhe ensinar o que era certo e o que era errado.
Queria que se tornasse um homem melhor do que ele mesmo.

Deu-se conta, afinal, que mesmo com toda a sua riqueza e influência, havia duas coisas que ele não podia dar ao filho: um bom nome e um bom exemplo.

Por isso, tomou uma decisão.
Testemunhou contando a verdade sobre Al Capone.
Oferecia, dessa forma, um lampejo de integridade ao filho, embora soubesse que o preço seria muito alto.

Realmente foi.
Um ano depois, Easy Eddie foi morto em uma rua de Chicago.
Deixava para o filho o maior legado que poderia oferecer pelo preço mais alto que poderia pagar.

Entre os achados em seus bolsos, a polícia encontrou um texto, recortado de uma revista:

O relógio da vida recebe corda apenas uma vez e nenhum homem tem o poder de decidir quando os ponteiros pararão, se mais cedo ou mais tarde.

Agora é o único tempo que você possui.
Viva, ame e trabalhe com vontade.
Não ponha nenhuma esperança no tempo, pois o relógio pode parar a qualquer momento.

* * *

A Segunda Guerra Mundial produziu muitos heróis.
Um deles foi o Tenente-Comandante Edward Henry Butch O’Hare, um piloto de caça, operando no porta-aviões Lexington, no pacífico.

Em 20 de fevereiro de 1942, seu esquadrão estava em missão quando ele notou que estava ficando sem combustível e precisaria regressar ao navio.

Nesse retorno, viu que um esquadrão de bombardeiros japoneses voava em direção à frota americana, indefesa, por estarem distantes, em missão, os seus caças.

Não pensando em si, mas em quantas vidas poderiam ser destroçadas, ele mergulhou sobre os aviões japoneses, disparando as suas metralhadoras, até sua munição acabar e o esquadrão japonês partir em outra direção.

Depois, ele voltou ao porta-aviões.
O filme da câmera montada no seu avião registrou o fato com detalhes.
Mostrou a extensão da ousadia do piloto ao atacar o esquadrão inimigo para proteger a frota.

Por essa batalha, ele se tornou o primeiro Ás da Marinha na Segunda Guerra Mundial.
Foi o primeiro aviador naval a receber a Medalha de Honra do Congresso.

No ano seguinte, Butch morreu em combate aéreo.
Tinha apenas vinte e nove anos de idade.

Sua cidade natal, Chicago, o homenageou, dando seu nome ao principal aeroporto: Aeroporto O’Hare.

A questão extraordinária é que esse piloto herói era o filho do advogado Easy Eddie.

Seu pai morrera por amor à verdade, à integridade.
Deixara-lhe um legado.

Por esse exemplo, Butch deixou de pensar em si, na sua própria vida, para, de forma heroica, salvaguardar as vidas dos seus companheiros.

Extraordinário legado o do exemplo.
Como já disse alguém: As palavras convencem, os exemplos arrastam.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita, com base em dados

biográficos de Edward Henry Butch O´Hare.

Em 24.
8.
2018.

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