Livro: Amor Imbatível Amor: Capítulo 7-CONQUISTA DO PRAZER

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A cultura hedonista tem-se direcionado exclusivamente para o culto do prazer, principalmente aquele que se adquire com o menor esforço.
Ninguém, entretanto, consegue viver em harmo­nia consigo próprio, sem a auto-realização, sem a con­quista das metas que facultam essa emoção estimula­dora e vital.
Não obstante, a vida possui outros significados de pro­fundidade, outras realizações que, certamente, resultarão em prazer ético, estético, espiritual. Como consequência, a proposta hedonista falha no seu próprio conteído, que seria tornar a vida uma busca de prazer incessante.
São inevitáveis as ocorrências do desgaste orgâ­nico, do conflito psicológico, do distírbio mental, das dificuldades financeiras, sociais, existenciais.
A própria dor faz parte do processo que integra a criatura no contexto da sociedade, sem cujo contri­buto desapareceriam os esforços para o auto-apri­moramento, a iluminação pessoal, o progresso geral.
A emoção de dor constitui mecanismo da vida, que deve ser atendida sem disfarce, porquanto o próprio crescimento do ser depende das experiências que ela proporciona.
Quando o estoicismo propôs a resignação diante da dor, Atenas se encontrava sob imensos desafios po­líticos e morais.
Renascendo várias vezes na História e trazendo a sua contribuição para a felicidade da criatura hu­mana, a partir de Boécio, que o vinculouà proposta cristã vigente, esteve no pensamento de René Des­cartes, de Montaigne e de outros, convidandoà re­flexão eà coragem em quaisquer circunstâncias. To­davia, embora seja valiosa essa contribuição, a resig­nação sem uma imediata ou simultânea ação que con­duza o ser a libertar-se da injunção dolorosa, pode fazê-lo derrapar numa atitude masoquista, perturba­dora.
A atitude estóica deve ser seguida pelo esforço de vencer o sofrimento, criando situações diferentes que gerem prazer, proporcionando motivação para prosse­guir a existência corporal, què é de grande importância para a vida em si mesma.
Intermediando as duas conceituações filosóficas, o idealismo de Sócrates e Platão constitui-se como uma condição indispensável para a plenitude do prazer que pode ser conseguido mediante a consciência tranquila, que se torna fruto de um coração pacificado em razão das ações de nobreza realizadas.

Joana de Ângelis – Psicografado por Divaldo franco

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