IMPULSOS DOENTIOS PERVERSOS – Livro – Amor Imbativel Amor

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O equilíbrio da personalidade resulta do fenôme­no de integração do ego com o corpo sob o comando da mente.
Quando se rompe essa harmonia, face às pressões que a impulsionam, advêem transtornos emocionais que conduzem a comportamentos doentios com impul­sos mórbidos.
O ego age de forma consciente, o que não significa uma conduta correta, enquanto que o corpo reage às situações de forma impulsiva, automaticamente, sen­do duas correntes de forças que se devem unir para dar curso a uma personalidade unitária. Ocorrendo a reação de uma contra outra, surge uma fissura que leva à conduta de autonegação com as suas conseqüências perversas.
A manutenção da harmonia das duas forças depen­de do grau de vitalidade, de energia do indivíduo, que o capacita ou não ao enfrentamento.
Todo o esforço, portanto, deve ser empreendido, a fim de ser mantido o controle da conduta, de forma que as ações voluntárias — do ego — e as inconscientes —do corpo — não se oponham, antes convirjam para o equilíbrio do ser integrado.
A ruptura dessa harmonia, liberando a alta carga de tensão de uma que se volve contra a outra, conduz ao estado esquizofrênico.
Em razão das emoções, o ego não mantém sempre sobre o corpo a mesma quantidade de força, o que fa­culta melhor equilíbrio com ele, em decorrência dessa oscilação que diminui a carga de excitação sobre a per­sonalidade.
Diz-se que o comportamento autodestrutivo, de­corrente dos impulsos doentios, é de origem mental exclusivamente.
Sem que seja descartada essa hipótese, as suas raí­zes porém, estão fincadas em experiências anteriores do Espírito que se é, responsável pela estrutura do cor­po em que se está, elaborando os conflitos e a ruptura da personalidade.
O Espírito que, anteriormente, malbaratou a opor­tunidade de crescimento moral através de ações nefas­tas, enredou-se em forças vibratórias de grave conteú­do destrutivo, renascendo em lar difícil para o ajusta­mento efetivo, em clima de desafios de vária ordem para a aprendizagem comportamental, conduzindo a carga de energia necessária ao equilíbrio da personalidade que lhe cabe administrar.
Os fatores hostis que defronta são a auto-herança que recebe, a fim de bem aplicá-la para conseguir valo­res edificantes.
Na contabilidade desse espólio encontram-se saldos negativos sob a fiscalização atenta daqueles que foram lapidados e aguardam oportunidade para a cobrança.
O despertar da consciência, a pouco e pouco abre espaço para a identificação da culpa, tornando-se ins­trumento de autopunição com tendência maníaca para a autodestruição.
As energias em desacordo — o ego atormentado e o corpo deficiente — entram em choque e produzem a desarmonia da personalidade. Os conflitos assomam àconsciência e os complexos tomam corpo, açoitando os sentimentos com insegurança, medo, isolacionismo, abandono do amor e ausência de si mesmo assim como das demais pessoas.
Os comportamentos de autonegação surgem e abrem campo para os de autopunição levando o ser ao desequilíbrio.
Nem sempre o paciente se homizia na depressão que o afasta do meio social, mas foge também para um estado interior de autodepressão, de desprezo pelo Si, embora a aparência externa permaneça e transmita uma imagem simpática, de estar bem sucedido, de encon­trar-se sorridente e de ser feliz. O tormento íntimo po­rém, devora-o, porque simultaneamente o ego investe contra o corpo que passa a detestar.
Muitas síndromes expressam essa luta, em forma de autodesconsideração e de auto-agressão.
Nesse campo de batalha, a imagem do indivíduo se torna detestável, e é necessário castigar o corpo, mediante dietas rigorosas e autopunitivas, caindo em distúrbios de anorexia ou de bulimia, nunca satisfazen­do-se com os resultados obtidos.
Em casos mais inquietantes, ei-lo que recorre à ci­rurgia plástica para alterar contornos, mudar a aparên­cia, por vicejar a insatisfação interior, refletindo-se na forma externa.
Em algumas ocasiões, o desleixo procura matar essa imagem detestada, e a insegurança íntima conduz à glutoneria, que lentamente deforma, e, subconsciente-mente, mata o corpo.
A perda de identidade decorre da fragmentação da personalidade causando danos profundos à conduta que se extravia dos padrões sociais aceitos, adotando atitudes grotescas, alienando-se, buscando, nas suas fugas, aceitações exóticas em clãs hippies, punks, skin­heads ou equivalentes…
O alcoolismo, o tabagismo, o consumo de drogas, o desvario sexual, ou a autocastração violenta deterio­ram o corpo e a personalidade, enquanto o ego impla­cável se consome nessa luta infeliz.
Nesse capítulo, surgem as interferências obsessi­vas compartilhadas, nas quais as antigas vítimas se acer­cam e hipnoticamente, a princípio, e depois, subjuga­doramente, apossam-se-lhe do controle mental e cor­poral, caindo, mais tarde, na própria armadilha, e pas­sando a experimentar os mórbidos prazeres da vingan­ça, enquanto lhe vivencia também os vícios.
Os impulsos autodestrutivos inerentes ao atormen­tado são estimulados pelas mentes desalinhadas que lhe sofreram prejuízos, e agora lhe aumentam a força desintegradora da existência física.
Outrossim, o fenômeno também ocorre quando pessoas que se sentem prejudicadas descarregam as vibrações mentais deletérias contra aquele que lhes te­ria sido o responsável, impondo-lhe, pelo ódio, pelo ressentimento, pela inveja, altas cargas perniciosas, que são assimiladas em forma de tóxicos violentos e des­trutivos.
A culpa inconsciente proporciona-lhe a sintonia com essas mentes e o sentimento de autopunição cola­bora para que ocorra o desastre destrutivo por elas de­sencadeado e aceito pelo paciente.
O desamor, que decorre do conflito pela falta de harmonia entre o ego e o corpo — ausência de prazer e de emulação para a vida — não permite o direcionamen­to da afetividade a outrem, nem aos meios social e am­biental, produzindo aridez emocional interior, ausên­cia de calor de sentimento, que são incompatíveis com a vida e as suas metas.
O ser humano é estruturado para alcançar os pata­mares sublimes da harmonia, programado para a ple­nitude, o samadhi, o nirvana, o reino dos céus, a per­feição…
A busca do prazer o conduz ao encontro da felici­dade — esse equilíbrio entre o psíquico, o emocional e o físico — quando se poderá libertar das experiências re­encarnatórias.
Para esse cometimento o amor é preponderante, indispensável por produzir estímulos e gerar energias que mais vitalizam, quanto mais são permutados.
Uma existência saudável caracteriza-se pela expan­são do amor em sua volta, irradiando-se do fulcro interno dos próprios sentimentos.
Quando viceja no ser, orienta a personalidade, que se faz dúctil e comanda o equilíbrio do ego com o cor­po, em razão de ser a força dinâmica do Espírito em expansão.
Autodesenvolve-se, porque, ao estímulo da irradi­ação potencializa-se no Psiquismo Cósmico da Divin­dade de que procede, vibrando em todos e em toda parte esparzindo equilíbrio, desde as galáxias às expres­sões microscópicas.
Nas suas manifestações iniciais responde como fon­te geradora de prazer, a fim de alcançar a emoção da paz plenificadora — ausência de dor, de ansiedade, de busca, de qualquer inquietação…
É o amor o antídoto, portanto, das doenças moder­nas, decorrentes da massificação, da robotização, da perda do Si, porque é a alma da Vida, movimentando o Universo e humanizando o princípio inteligente, o Espírito, no processo de conquista da angelitude.

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