Um mundo de dores e bênçãos – Redação do Momento Espírita 3.33/5 (3)

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É comum reclamarmos do mundo, das coisas que observamos acontecer, das tantas tragédias provocadas pelo próprio homem.

Quase sempre, nossa visão acanhada toma ciência das maldades cometidas pelo homem e dizemos que o mundo vai muito mal.

Ouvimos falar de crimes hediondos, de corrupção em vários níveis, de tantos que desafiam a lei do respeito e da cidadania e dizemos que está tudo perdido, mesmo.

Os anos se somam acumulando séculos e o homem continua lobo do próprio homem.
Por vezes, chegamos até a duvidar que nossas atitudes corretas possam vir a produzir qualquer diferença positiva para cenário tão triste.

No entanto, é bom que consultemos a História.
É bom relembrar como éramos no ontem das nossas existências.

Lembrar das mulheres que eram consideradas coisa alguma.

Recordar que a mulher era tida como propriedade do pai, depois do marido, que sobre seu destino decidia sem contestação da sociedade, ou de qualquer lei que lhe pudesse garantir direitos.

Recordar que crianças bastardas tinham direito algum, podendo se lhes dar o destino que bem se quisesse.

Olhemos para nosso mundo hoje.
Sim, ainda pleno de equívocos, de maldade, até mesmo de crueldade.

No entanto, basta que uma tragédia se instale em algum local do planeta e todos se irmanam em donativos, em auxílio, em voluntariado para saciar a sede, a fome dos envolvidos.

O ser humano tem seu direito à vida assegurado.
As mulheres conquistaram um largo espaço, podendo frequentar a escola, ilustrar suas mentes, tornando-as ainda mais brilhantes.

Sim, há muito mal na Terra.
Contudo, a soma de bens sobrepuja o que ainda persiste.

A dor é socorrida com a anestesia e o medicamento.
Doenças consideradas incuráveis são combatidas, ferozmente.
A higiene é propalada como indispensável condição para a saúde e dignidade da vida.

Sim, com o Apóstolo Paulo podemos afirmar que não somos perfeitos, que muito deve ser conquistado e melhorado mas graças a Deus, já somos o que somos.

Seres que se importam com o outro, que batalham por leis sempre mais justas, pela proteção do ser humano, desde o ventre materno.

Por leis que assegurem a educação plena a todos, o direito ao teto e ao pão, leis que digam da correta remuneração a quem trabalha.

Das aristocracias do passado marchamos para a verdadeira aristocracia, a do mérito, ajustando-nos ao preceito evangélico: A cada um segundo as suas obras.

Obras de construção, de amor, de engrandecimento.

Com certeza, ainda é duro o mundo quando a impiedade nos alcança, quando os maus agridem, quando nos sentimos acuados pela desonestidade e pela ironia.

No entanto, avançamos, rumo ao Alto.
Estamos melhores hoje.
Somos melhores hoje.

Guardemos essa certeza e continuemos a crescer para a luz.
Somos filhos da Luz, nos disse o Mestre.

Iluminemos o mundo com nossa luz.
Luz da compreensão, luz que ampara o caído, que socorre quem errou, que estende a mão ao que resvala pelo caminho.

Somos seres humanos.
Comportemo-nos como tal, amando-nos uns aos outros.

E, de mãos dadas, rumemos para a angelitude.

Ela pode estar bem próxima de nós, se quisermos.

Redação do Momento Espírita.

Em 16.
6.
2022.

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