QUANDO VOS INJURIAREM… FOLGAI E EXULTAI… – Rodolfo Calligaris – O Sermão da Montanha 5/5 (1)

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As bem-aventuranças com que o excelso Mestre preambulou o

Sermão da Montanha constituem, sem dúvida, uma mensagem

divina aos homens de todas as raças e de todas as épocas,

destinada a servir-lhes de roteiro, rumo à perfeição.

Elas definem, claramente, quais as qualidades de caráter que

devemos desenvolver, se quisermos, um dia, penetrar no “Reino

dos Céus”.

São: a humildade de espírito, a mansuetude, o dom das

lágrimas, o anseio de justiça, a misericórdia, a pureza de coração,

a pacificidade, a renúncia etc.

Para todos os que se esforçam sinceramente, no sentido de

conquistar tão preciosas virtudes, tem o Cristo palavras de bênção

e de encorajamento.

Pondo remate a essa parte de sua sublime pregação, assim falou

a seus discípulos e seguidores:

“Bem-aventurados sois, quando vos injuriarem, perseguirem e

disserem todo o mal contra vós, mentindo, por meu respeito.

Folgai e exultai, porque o vosso galardão é copioso nos Céus,

pois assim também perseguiram os profetas que foram antes de

vós”.
(Mateus, 5:11 e 12.
)

O insulto, a calúnia, as difamações e os vitupérios são as

derradeiras armas de que podem valer-se as forças obscurantistas,

eternas oponentes à evolução da Humanidade.

Sim, as derradeiras, porque, enquanto tenham possibilidade de

escolha, outras, bem diferentes, hão de ser preferidas.

Como bem recorda Jesus, desde os primeiros profetas da

antiguidade, que ousaram profligar os erros de seus

contemporâneos, todos os colaboradores de Deus, todos os que se

empenham em fazer um pouco mais de luz nas trevas do mundo

têm sido ultrajados e perseguidos, pagando caro, muitas vezes

com a própria vida, a sustentação de seus princípios

moralizadores.

O mesmo vem acontecendo, tal o testemunho da História, aos

que porfiam por preservar a árvore do Cristianismo dos malefícios

das plantas parasitas (as superstições, o cerimonialismo pagão, as

adulterações e falsidades doutrinárias, a comercialização dos

sacramentos etc.
), que lhe roubam a seiva, que a estrangulam e

podem levá-la à morte.

Os mata-paus da Doutrina Cristã voltam-se, sistematicamente,

contra esses paladinos da Verdade e.
.
.
não há como conter-lhes a

agressividade.

Ultimamente, havendo perdido as prerrogativas de senhores de

baraço e cutelo, já não podendo exterminar aqueles que foram

convocados pelos altos planos da espiritualidade para a

restauração do Cristianismo em sua primitiva pureza e

simplicidade, dos púlpitos, nas praças públicas, pela imprensa,

pelo rádio e por outros meios de divulgação, empreendem

verdadeira “cruzada” contra eles, dirigindo-lhes toda sorte de

injúrias, mistificando, mentindo, ridicularizando.
.
.

É deixá-los no seu ofício e, consoante a recomendação do

Mestre, folgar e exultar.

Folgar e exultar porque, aos olhos de Deus, mais vale ser

odiado que odiar, ser ofendido que ofender, ser perseguido que

perseguir.

Folgar e exultar, porque sofrer tais agravos por amor a Jesus é

uma grande glória.

Folgar e exultar, porque, quanto mais rudes e dolorosos sejam

os golpes recebidos, maior será a recompensa nos páramos

celestiais!

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