SE OS TEUS OLHOS FOREM BONS… – Rodolfo Calligaris – O Sermão da Montanha 5/5 (1)

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“Os teus olhos são a luz do teu corpo.
Se eles forem bons, todo

o teu corpo terá luz; mas, se eles forem maus, todo o teu corpo

será tenebroso.
Se, pois, a luz que há em ti são trevas, quão

grandes não serão essas mesmas trevas!” (Mateus, 6:22 e 23.
)

Diz um refrão popular que “os olhos são o espelho da alma”.

Isso quer dizer que nossas qualidades anímicas expressam-se ou

dão-se a conhecer pela simplicidade ou má índole com que

olhamos e consideramos os outros, as coisas e os acontecimentos.

Pessoas há que só têm olhos para enxergar o lado mau de tudo.

Desconfiadas, vivem com medo de serem ludibriadas em seus

afetos ou prejudicadas em seus interesses; maliciosas, não

confiam em ninguém e estão sempre a fazer mau juízo do

próximo; pessimistas, encaram os fatos da existência

invariavelmente pelos seus aspectos menos felizes, e, quando

solicitadas a opinar sobre a conveniência de qualquer realização,

só sabem desencorajar, desmerecer, demolir.

Vendo unicamente o mal onde quer que pousem suas vistas,

esperando constantemente o pior de qualquer evento, essas

pessoas mantêm-se em sintonia com o astral inferior, envolvemse

em trevas cada vez mais densas, caem num estado de alma

mórbido e desgraçado, acabando, geralmente, em deplorável

ruína.

Tornam-se, assim, vítimas daquilo que admitem, criam e

nutrem persistentemente em si mesmas.

É de suma importância que aprendamos a ver o bem em todos

e em toda parte, para que o bem se manifeste e cresça em nossa

vida.

Acreditando no bem, mentalizando o bem e esperando apenas

o bem, nossos dias transcorrerão tranquilos e ditosos, pois, como

disse o Mestre, “o que buscarmos, acharemos”.

Em verdade, sendo o Universo criação de Deus, o Supremo

Bem, tudo é bom, tudo obedece a uma finalidade justa, útil e

necessária.
Até mesmo o que nos fere e faz sofrer e, por isso,

“parece” ser um mal, converte-se em benefício para nossas almas,

pois fá-las exercitar as virtudes que lhes faltam (a paciência, a

resignação, a fé etc.
), preparando-as para um futuro melhor.

Não percamos tempo, portanto, na identificação do mal, ainda

que a pretexto de fugirmos dele.

Abramos os olhos e estejamos atentos, isto sim, para nos

apercebermos das centenas de oportunidades que se nos oferecem,

diariamente, para a prática do bem.

Ajamos sempre com sinceridade de propósito e, onde

estivermos: no lar, na rua ou no trabalho, procuremos ser solícitos

para com os que nos rodeiam, ajudando-os como e quanto nos seja

possível.

Se contrairmos esse hábito, não deixando passar uma só

ocasião de servir, se mantivermos aceso o ideal de tornar-nos um

instrumento pelo qual o Amor de Deus possa chegar aos nossos

irmãos, todo o nosso ser se tornará luminoso, irradiando simpatia,

calor humano e felicidade.

Teremos alcançado, então, a glória de ser considerados “filhos

da Luz”.

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